

Candidato a vice na chapa de Henrique Meirelles (MDB), o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto (MDB-RS) declarou ter abandonado a pré-candidatura ao Senado, porque “sempre lutou” para que o MDB tivesse um candidato ao Palácio do Planalto. “Era um passeio eu chegar ao Senado Federal. Uma candidatura que era praticamente uma nomeação. Mas aceitei esse desafio porque o MDB tem essa possibilidade de mostrar o seu projeto de cara própria e por isso estou na luta”, afirmou, em entrevista à Rádio Metrópole. Sem mandato eletivo desde 2007, quando tentou chegar à Câmara Alta do Congresso, em 2010, ele foi derrotado por Ana Amélia (PP) e Paulo Paim (PT) no estado.
O político gaúcho disse ainda que uma possível eleição do ex-ministro da Fazenda pode significar uma “pacificação maior” do país. “A candidatura de Meirelles na nossa chapa tem um perfil de centro. Acho que, nesse momento, o Brasil não pode ter posições [esquerda, direita]. Vejo que o país está dividido, pessoas revoltadas com denúncias de desvio, corrupção. […] Nós tínhamos que passar por isso para ter um Brasil mais ético. Isso faz com que as pessoas fiquem sem esperança, isso leva ao processo de radicalização, porque tem gente que aproveita isso na forma como conduz a sua fala. Com Meirelles, podemos significar sim uma pacificação maior. Hoje, nas pesquisas, Meirelles aparece com 2%, 3%. Muito atrás dos candidatos, mas é um desafio bom. Mobilizar a base. Acredito que Meirelles é o homem mais preparado, tem condições de reverter esse quadro”, considerou.
Rigotto ainda defendeu a participação de Meirelles no governo Temer. “Nós tínhamos, no início do governo Temer, uma situação absurda, recessão doida, todos os indicadores macroeconômicos indo para algo ruim e foi convocado Meirelles, que começa a derrubar a inflação. Faz com que esses indicadores melhorem, aí tivemos esse tombo da questão da JBS que teve um efeito enorme no país todo. O Congresso voltado diretamente a discussão da manutenção ou não do presidente, um governo paralisado. Isso atrapalhou. Outro problema que tivemos foi a paralisação dos caminhoneiros, um impacto que a gente está sentindo até agora. Andou para trás o crescimento”, disse.



