O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, comentou a crise instaurada na entidade por causa do voto do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Antonio Carlos Nunes, para que o Marrocos fosse escolhido como país-sede da Copa do Mundo de 2026. A escolha gerou polêmica por conta da existência de um acordo entre as 10 associações nacionais de futebol sul-americanas para votar no trio Estados Unidos-México-Canadá.
Questionado, Domínguez declarou que se sentiu “traído”. “Não ajuda a imagem do Brasil, muito menos da Conmebol. Então é um tema de muita vergonha”, afirmou o dirigente. Em troca do apoio da CBF, a Conmebol aguardava a garantia de votos para a sede da Copa do Mundo de 2030, quando estariam na disputa a candidatura tríplice de Argentina, Paraguai e Uruguai.
O acordo havia sido formalizado com três reuniões, em abril, maio e junho, em Buenos Aires, Assunção e Montevidéu, respectivamente. Coronel Nunes participou, segundo a Conmebol, de todos os encontros, mas acabou por decidir de forma contrária. “Estando aqui na Rússia, voltamos a nos reunir e ninguém manifestou: Tenho opinião contrária, quero que se respeite. Teríamos que respeitar, mas nada disso aconteceu. Fomos, e a votação não era secreta”, disse.