Os custos da indústria subiram 2,4% no primeiro trimestre do ano em relação aos últimos três meses de 2017, desconsiderando os efeitos sazonais. Esse é o maior crescimento desde o quarto trimestre de 2015. Os dados constam do Indicador de Custos Industriais, divulgado nesta manhã de quinta-feira, 12, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo a CNI, a alta foi impulsionada pelos aumentos das despesas com tributos e com os insumos intermediários. Os custos com tributos subiram 3,5% no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre de 2017, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o primeiro trimestre de 2017, os custos com tributos aumentaram 8,4%.
Os custos com bens intermediários cresceram 3,2% no primeiro trimestre frente ao quarto trimestre de 2017, descontados os efeitos sazonais. Na comparação com o primeiro trimestre de 2017, a alta foi de 5,8%. Nesse período, os bens intermediários nacionais subiram 5,1% e os importados, 9,7%. O índice de custo com energia aumentou 2,4% no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre de 2017. Na comparação com o primeiro trimestre de 2017, a alta foi de 7,1%.
Segundo o estudo, os custos do setor só não foram maiores no período porque houve queda em outros dois componentes: o custo com capital de giro, que recuou 3,1%, e o custo com pessoal, com redução de 0,2%. “A trajetória decrescente do custo com capital de giro se iniciou no segundo trimestre de 2016”, cita o documento. São oito trimestres consecutivos de queda do indicador, cuja redução, segundo a CNI, é resultado dos sucessivos cortes na taxa básica de juros.