Monitorar o impacto do lançamento de efluentes e, ao mesmo tempo, propor alternativas para a melhoria da qualidade da água do Rio Catolé Grande. Esses são os principais objetivos do projeto “Monitoramento de variáveis de qualidade da água em diferentes níveis de vazão no Rio Catolé”, desenvolvido desde 2009 por pesquisadores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).
Coordenada pela professora Flávia Mariani Barros, do Departamento de Ciências Exatas e Naturais (DCEN), a ação trouxe novos resultados na primeira semana de junho. Durante o trabalho foram feitas coletas de água e medição de vazão em diferentes pontos. As amostras contaram com várias análises para verificar como estava a qualidade do rio antes, durante e depois do perímetro urbano/industrial da cidade de Itapetinga.
Segundo a coordenadora, a interferência antrópica (intervenção humana que resulta em modificações no meio ambiente) é um dos principais agravantes no comprometimento da qualidade da água, principalmente no período chuvoso. Também integram o projeto os professores Danilo Paulucio, da Uesb em Itapetinga, e Felizardo Adenilson Rocha, do Instituto Federal da Bahia, campus de Conquista.
Ainda de acordo com Flávia Mariani, o ponto localizado imediatamente após o perímetro urbano se apresenta como ambiente mais ‘antropizado’, em decorrência de um considerado número de variáveis estarem fora dos padrões estabelecidos pela resolução 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que “dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências.”