A escalada do dólar, que já atingiu a maior cotação desde abril de 2016, está levando o turista a pesquisar mais por uma viagem, a optar por pacotes fechados que incluam hospedagem, alimentação, passagem aérea e passeios, e a escolher destinos da América Latina como uma forma de driblar o alto custo da viagem, de acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav).
O dólar está cotado a R$ 3,679, alta de 11,03% no ano, até quarta-feira (16); o dólar turismo vale R$ 3,84 (sem IOF). O euro vale R$ 4,34, alta de 9,57% no ano; já a libra, se valorizou 10,93% no ano, para R$ 4,96. A Abav ainda não tem estatísticas que mostrem esse movimento de ajuste- que deve aparecer no balanço das operações no segundo trimestre. Mas a percepção de agências de viagens e turistas ouvidos pelo G1 é de que os brasileiros não desistiram de viajar, mas já começaram a ajustar seus planos para manter tudo dentro do orçamento.
“A primeira percepção é a dificuldade na tomada de decisão diante da alta do dólar. O passageiro continua querendo viajar, mas fica indeciso na hora de pagar, e pesquisa mais. [Quando decidem], A alta cambial acaba sendo diluída em um pacote que pode ser divido em até 10 vezes e é pago em real com a cotação do dia, para as viagens internacionais”, diz Magda Nassar, vice-presidente da Abav.