Por: Luiz Souza
O volume de cargas movimentado pelos portos públicos baianos registrou queda de 12% no primeiro quadrimestre do ano, ante o igual período do ano passado, de acordo com informações da Companhia de Docas da Bahia (Codeba), órgão do governo do Estado. Os fatores determinantes do desempenho do período foram a retração no volume de cargas verificado nos portos de Salvador (14%) e Ilhéus (12%).
Inicialmente, se poderia atribuir tal retração no volume de cargas ao câmbio, com a desvalorização da moeda americana no período. Porém, a Associação de Usuários dos Portos da Bahia (Usuport) estipula fatores para além do dólar como determinantes do desempenho. Há mais de dez anos, a instituição clama por maior competitividade na operação portuária no Estado, além de reformas como a ampliação do número de berços no Porto de Salvador, de um para quatro; e, no Porto de Aratu, com incremento de mais dois berços para granéis líquidos e aquisição de novos equipamentos para granéis sólidos. “Os investimentos nos portos tornam a economia baiana mais competitiva, com repercussões positivas na indústria, comércio e serviços, inclusive com a geração de emprego e renda”, destaca Paulo Villa, diretor executivo da Usuport.
Apesar do quadro negativo, Villa observa que a nova diretoria da Codeba tem sido sensível aos pleitos do setor, inclusive em suas demandas de melhoria da infraestrutura portuária como forma de reforçar a competitividade dos terminais públicos baianos.