MERCADO BAIXA EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO E DE ALTA DO PIB EM 2018

MERCADO BAIXA EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO E DE ALTA DO PIB EM 2018

Os economistas do mercado financeiro reduziram sua estimativa para a inflação e para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. As previsões do mercado estão no relatório de mercado, também conhecido como “Focus”, feito com base em pesquisa realizada na semana passada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (16).

A previsão do mercado para a inflação em 2018 passou de 3,53% para 3,48% na semana passada. Foi a décima primeira queda seguida no indicador. O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta central que o Banco Central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%. Entretanto, está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic). Para 2019, o mercado financeiro baixou sua expectativa de inflação de 4,09% para 4,07%. A estimativa do mercado está em linha com a meta central do próximo ano, de 4,25%, e também dentro da banda do sistema de metas (entre 2,75% e 5,75%).

Para o resultado do PIB em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 2,80% para 2,76%. Foi a terceira queda seguida do indicador. Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continua em 3%. Os analistas do mercado mantiveram em 6,25% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018. Atualmente, a taxa está em 6,5% ao ano.

A redução na expectativa do mercado veio após o próprio Banco Central ter indicado que pode continuar reduzindo a taxa básica de juros nos próximos meses. Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

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