Paulo Amilton Maia Leite Filho

PAULO AMILTON: A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E AS INSTITUIÇÕES EXTRATIVISTAS

Instituições são as regras do jogo na sociedade, ou mais formalmente, são as restrições humanamente legadas que moldam as interações humanas. Como consequência, elas moldam as estruturas de incentivos para as relações tanto econômicas, como políticas e sociais. Elas moldam como as sociedades evoluem no tempo e, como consequência, são as variáveis chaves para o entendimento das mudanças históricas. Em jargão de economistas, as instituições definem e limitam o conjunto

PAULO AMILTON : E DE NOVO A VELHA RETÓRICA DA NOVA POLÍTICA

Os economistas clássicos denominavam, originalmente, a ciência econômica como Economia Política. A palavra economia vem do grego oikonomein, onde oikos significa casa e nomeingerenciar. Era a arte de administrar os poucos recursos da casa para que seus habitantes desfrutassem da maior quantidade possível desses com o objetivo de mantê-los vivos o maior tempo possível. Na moderna acepção do termo, e da ciência, é a arte de otimizar a utilização dos

PAULO AMILTON : AS UNIVERSIDADES FEDERAIS E O GOVERNO BOLSONARO

Meu artigo anterior, “Os mitos sobre a previdência brasileira – parte 1” sugeriria que o próximo artigo trataria sobre previdência, dado que coloco no texto a expressão “parte 1”. No entanto, meus oito leitores reclamaram muito de que sempre escrevo sobre aquele assunto e os mesmos estão cansados e não quero perder nenhum deles, já são tão poucos. Desta feita, resolvi mudar hoje. Escreverei sobre a má alocação dos recursos

PAULO AMILTON: OS MITOS SOBRE A PREVIDÊNCIA BRASILEIRA- PARTE 1

Peço desculpa aos meus oito leitores por voltar a um tema muito batido, que é a atual reforma da previdência. Justifico o retorno ao assunto pela importância do mesmo e porque andei lendo opiniões de diversas pessoas sobre o assunto. Algumas delas são chocantes pela capacidade de dissimulação. Serão essas que foi me ater no artigo de hoje. Em 1954, Darrell Huff e Irving Geis lançaram um livro muito interessante

PAULO AMILTON : A DÍVIDA É A CONSEQUÊNCIA, NÃO A CAUSA

No dia 20 de fevereiro de 2019 o atual governo encaminhou ao congresso nacional a proposta da reforma da previdência. Logo as categorias mais afetadas pelas propostas, judiciário, organizações de controle e ministério público a frente, soltaram suas críticas. Algumas dessas críticas são bem construídas, deve-se reconhecer. No entanto, alguma delas são bem pobrezinhas de lógica. Para uma crítica dessa categoria, que saiu no site monitor digital (https://monitordigital.com.br/orcamento-2019-revela-que-o-rombo-esta-no-gasto-com-a-d-vida-p-blica-2?fclid=lwAR3Xpxal1enVxEveTql5lx90aljcaPPzEzb8a8dY-pqwbEgvDYD_a-zS7o0), o problema

PAULO AMILTON- POR QUE O BRASIL DEVE FAZER UMA REFORMA NA SUA PREVIDÊNCIA ?

Na edição de segunda (04/02/2019) do jornal O Estado de São Paulo foi publicada uma matéria cujas informações indicam ser um esboço do que parece ser a reforma da previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro. Imediatamente me ocorreu a seguinte questão, porque o Brasil deve fazer uma reforma da previdência? O começo do atual governo encontrou um mercado financeiro com enormes expectativas. O real está entre as moedas de

PAULO AMILTON:  GRATUIDADE PARA QUEM PRECISA DE GRATUIDADE

No artigo “A desigualdade e a educação superior gratuita” publicado anteriormente aqui, argumentei que no Brasil a educação superior é gratuita e o acesso a mesma é feito por uma prova em que todos concorrem. Afirmei que, com esse mecanismo de seleção, aqueles que obtém educação básica melhor, quase sempre nas escolas privadas, tem maior probabilidade de obter sucesso para ter acesso a uma vaga, ou seja, haveria um viés

PAULO AMILTON: A VINGANÇA DOS EXCLUÍDOS E A CULTURA DO COITADO

A questão original que os economistas institucionalistas fazem é: Por que algumas sociedades são mais pobres que outras? Na visão de Douglas North, prêmio Nobel de economia de 1993, a falta de poupança, de inovação, de economias de escala, de educação, de acumulação de capital, está justamente nas diferenças das instituições que cada sociedade escolhe e que não permitem o surgimento ou desenvolvimento daquelas condições para que o crescimento esteja

PAULO AMILTON MAIA : A DESIGUALDADE E A EDUCAÇÃO SUPERIOR GRATUITA

Vários estudos sobre desigualdade sugerem que o lugar onde se nasce e se vive influenciam fortemente a renda futura das pessoas. A desigualdade também sofre forte influência do background familiar. Filhos de pais ricos tendem a manter esse status em idade adulta. Já filhos de pais pobres tendem a repetir o padrão de renda dos pais. A desigualdade também tem relação direta com os anos de estudos e da qualidade