

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu à Meta o restabelecimento da conta oficial usada para veicular anúncios eleitorais no Facebook e no Instagram. A restrição, aplicada a dez dias do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, levou a coligação “Brasil Pronto pra Mais” e o PT a apresentar um recurso à empresa nesta quinta-feira (24).
A campanha solicitou que a conta “Eleições 2026 Luiz Inácio Lula da Silva Presidente” seja reativada no prazo de seis horas. Segundo os responsáveis, a medida foi adotada na quarta-feira (23), sem indicação específica da regra que teria sido descumprida.
Na comunicação enviada à campanha, a Meta afirmou apenas que algumas atividades não estariam de acordo com as normas da plataforma e informou que seria possível solicitar uma nova análise.
Com a restrição, a campanha fica impedida de criar e veicular novos anúncios nas plataformas da Meta. Os advogados da coligação argumentam que a decisão pode prejudicar a comunicação eleitoral na reta final da disputa.
No recurso, a campanha classificou a medida como “unilateral, imotivada e desamparada de qualquer justificativa objetiva”. Os representantes também afirmaram que poderão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) caso a conta não seja restabelecida.
O episódio ocorre em meio ao debate sobre o papel das plataformas digitais na propaganda política. Facebook e Instagram são administrados pela Meta, empresa americana com sede na Califórnia, nos Estados Unidos.
Até o momento, a empresa não divulgou publicamente uma explicação detalhada sobre qual conteúdo ou atividade teria motivado a restrição da conta. A comunicação encaminhada à campanha atribuiu a medida a um possível descumprimento das regras da própria plataforma. Não há, nas informações apresentadas até agora, comprovação de participação do governo dos Estados Unidos ou de autoridades americanas na decisão.
A campanha de Lula aguarda a reanálise solicitada. Caso a restrição seja mantida, os advogados afirmam que pretendem levar o caso à Justiça Eleitoral. O episódio coloca em discussão os limites de atuação das plataformas privadas durante o processo eleitoral, especialmente em relação à propaganda digital e à transparência dos critérios usados para restringir contas de campanhas.



