

As ações da Vale (VALE3) voltaram ao centro das atenções do mercado ao figurarem entre os papéis mais “esticados” do Ibovespa, segundo o Índice de Força Relativa (IFR) — um dos principais indicadores da análise técnica para medir níveis de sobrecompra e sobrevenda.
A leitura mais recente do IFR da mineradora alcançou 84,48 pontos, patamar considerado clássico de sobrecompra, o que sugere que o papel pode estar próximo de um movimento de correção técnica após uma sequência intensa de altas.
Em 2026, a Vale já acumula uma valorização de 18,15%. No horizonte de 12 meses, o avanço é ainda mais expressivo, chegando a 81,15%, impulsionado pela recuperação dos preços das commodities e pelo maior apetite dos investidores por ações ligadas ao setor de mineração.
No sentido oposto, a Hapvida (HAPV3) aparece entre os ativos mais “descontados” do índice. O IFR do papel está em 39,77 pontos, faixa próxima da sobrevenda, o que pode indicar uma potencial oportunidade de entrada para investidores em busca de assimetria — quando o risco pode ser menor em relação ao possível retorno.
Apesar disso, analistas alertam que a leitura técnica, por si só, não garante uma reversão de tendência, sendo essencial acompanhar fundamentos, fluxo de mercado e eventuais catalisadores que possam sustentar uma recuperação mais consistente.
Em 2026, as ações da Hapvida acumulam queda de 6,72%, enquanto, no recorte de 12 meses, a desvalorização chega a 60,35%, refletindo desafios operacionais, preocupações com margens e o cenário competitivo do setor de saúde suplementar.
O contraste entre Vale e Hapvida ilustra como o IFR pode ajudar investidores a identificar momentos de euforia excessiva ou pessimismo exagerado, servindo como ferramenta complementar na tomada de decisão no mercado de ações.
Foto: Foto Ilustrativa / Vale