EXLUSIVO: FUNDOS IMOBILIÁRIOS LIGADOS A SHOPPINGS PELO BRASIL PERDEM RECEITA COM PANDEMIA

EXLUSIVO: FUNDOS IMOBILIÁRIOS LIGADOS A SHOPPINGS PELO BRASIL PERDEM RECEITA COM PANDEMIA

Por: João Paulo Almeida 

Um levantamento exclusivo feito pelo portal Bahia Econômica apontou que vários fundos imobiliários ligados a shoppings pelo Brasil estão dando prejuízos aos seus investidores devido ao fechamento dos setores em vários lugares do Brasil. Ontem, dia 08 de março, o tradicional Fundo de shoppings VISC 11 anunciou em sua pagina oficial uma redução de aproximadamente 20% da sua receita o que significa que os dividendos pagos pelo papel podem sofrer drásticas quedas. O fundo está ligado na Bahia ao Shopping Paralela, que também está sendo afetado pela pandemia e teve suas ações suspensas devido ao aumento abrupto dos casos de coronavirus na Bahia.

Segundo o comunicado os imóveis que tiveram seus horários afetados foram : Iguatemi Fortaleza, que representa aproximadamente 11% da receita imobiliária esperada do Fundo: atividades não essenciais temporariamente suspensas desde o dia 05 de março de 2021 até 18 de março de 2021. e Minas Shopping, que representa aproximadamente 8% da receita imobiliária esperada do Fundo: atividades não essenciais temporariamente suspensas por tempo indeterminado a partir do dia 06 de março de 2021. Os demais shoppings do portfólio do Fundo seguem em funcionamento, atendendo às limitações estabelecidas pelas autoridades locais e seguindo as orientações dos órgãos competentes, que visam preservar a saúde e o bem-estar de todos os clientes, lojistas, colaboradores e parceiros.

Outros fundos que apresentaram baixa ontem foram o HMOC11 e o HSML11 ambos ligados a shoppings. Segundo o comunicado do HMOC11 a pandemia causa instabilidade nas operações como consequência da piora dos indicadores do Covid. Prevendo o início do ano mais desafiador, fizemos retenções de resultado nos últimos meses de 2020, no entanto as restrições foram além das nossas premissas e, portanto, decidimos aumentar momentaneamente a retenção de lucros no Fundo. Assim, terminamos o período com R$ 4.203.659 acumulados ou R$ 0,27 centavos a cota. Como antecipado e de certa forma uma regra de mercado, a inadimplência tende a aumentar nos primeiros meses do ano, potencializado em 2021 pela pandemia, quando há o vencimento do faturamento maior dos aluguéis relacionados ao mês de Dezembro. No entanto, esperamos a convergência durante o ano aos valores previstos em orçamento.

O setor do comércio na Bahia apresentou uma perda de R$ 7.359.812 bilhões de reais na comparação do ano de 2019 com o ano de 2020. Os dados foram apresentados durante a coletiva de imprensa, organizada pela Fecomércio-BA, para apresentar as perspectivas da economia do Brasil no ano de 2021. No ano o setor apresentou uma queda de 6,7% com 102,5 bilhões de faturamento. Em relação às vendas do natal o setor apresentou uma queda de 3,5% na comparação com o as vendas de natal de 2019. As expectativas para o setor eram de uma alta de mais de 2%, não cumprida devido à pandemia. Segundo a Fecomércio, o ano de 2020 foi o pior da série histórica que se iniciou em 2011. Uma queda real de 26% em relação ao melhor ano do setor que foi em 2014. O setor do comércio na Bahia já vem se deteriorando desde de 2015 e a pandemia só acelerou esse processo.

Foto: divulgação