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SAÚDE OFERECE NOVOS MEDICAMENTOS PARA CÂNCER NO SUS; VEJA LISTA

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Ministro da Saúde, Alexandre Padilha
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha - Foto: Rafael Nascimento/MS

O Ministério da Saúde começa a ofertar, a partir desta semana, nove novos medicamentos de alta tecnologia para tratamento de câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). A inclusão é a maior já feita para o cuidado com o câncer e atenderá 100% da demanda por esses produtos.

Os novos nove medicamentos são indicados para 13 diferentes tratamentos de câncer e devem beneficiar mais de 116 mil pessoas.

A disponibilização tem início em 20 centros de tratamento, em todas as regiões do Brasil. A expectativa é expandir para todos os demais centros até o fim do ano.

O impacto anual só na aquisição desses produtos será de R$ 155,4 milhões por ano.

A previsão é chegar a 23 novos fármacos oncológicos até o fim do ano, ampliando em 35% as alternativas na rede pública de saúde.

Segundo o ministério, para viabilizar a oferta dos 23 novos medicamentos, a pasta assumiu a compra e negociação direta de dez fármacos, articulou a realização de uma ata para aquisição com menor preço pelos estados de outros nove e, para os outros quatro, ampliou os repasses para garantir o custeio nos serviços oncológicos do SUS.

O impacto será de R$ 4 bilhões por ano.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse, em cerimônia no Hospital Beneficência Portuguesa, na capital paulista, que a ampliação e qualificação da rede de câncer em todo o país estão sendo feitas com o que há de mais moderno e avançado e representa uma transformação que coloca os pacientes no centro do cuidado, garantindo mais acesso a exames, diagnósticos precisos e tratamentos adequados, no tempo certo.

“Também estamos fortalecendo as condições de trabalho dos profissionais de saúde, com serviços mais estruturados e uma rede pública cada vez mais preparada para atender às necessidades da população”, disse durante cerimônia.

De acordo com o Ministério da Saúde, os nove tratamentos atuam de formas diferentes, de acordo com o tipo de tumor, o estágio da doença e o perfil de cada paciente. Entre os principais benefícios estão o aumento da sobrevida e melhor qualidade de vida.

Há ainda indicações para depois da cirurgia, quando não há mais sinal visível de tumor, com o objetivo de evitar que a doença volte.

As unidades de saúde que participam dessa etapa de implementação estão localizadas em 16 estados: São Paulo, Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Pará, Amazonas, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Rio Grande do Sul, Tocantins e Sergipe, e no Distrito Federal.

Saiba quais são os novos medicamentos:

trastuzumabe - câncer de estômago ou junção esofagogástrica;

abemaciclibe - câncer de mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo +);

acetato de lanreotida - tumores neuroendócrinos;

pazopanibe - câncer de rim de células claras metastático;

rituximabe - leucemia linfocítica crônica (1ª linha), linfoma folicular, linfoma difuso;

abiraterona - câncer de próstata resistente à hormonioterapia não metastático e metastático e sensível à hormonioterapia e metastático;

gefitinibe - câncer de pulmão não pequenas células em primeira linha;

TSH recombinante (alfatirotropina) - câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo;

sunitinibe - câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe.

*Com informações da Agência Brasil.

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