SAÚDE E PREVENÇÃO: SALVADOR CRIA NOVOS NÚCLEOS DE VIGILÂNCIA NAS UNIDADES DE SAÚDE


Foto: Ascom SMSA Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS) está fortalecendo a prevenção de doenças e o acompanhamento de saúde da população com a implantação dos Núcleos de Vigilância em Saúde na Atenção Primária à Saúde (NUVIS-APS), que contam com a atuação dos Enfermeiros Interlocutores da Vigilância em Saúde (EIVS).
Nesta segunda-feira (26), os novos profissionais participaram do "Encontros que Somam – Somar para cuidar" com o secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, para discutir o papel estratégico dessa iniciativa na melhoria do cuidado e dos indicadores de saúde da população.
A importância desse trabalho pode ser percebida em situações comuns na rotina dos serviços de saúde: uma gestante diagnosticada com sífilis que deixa de comparecer a uma etapa do tratamento; um paciente com diagnóstico de tuberculose que interrompe o uso da medicação; ou uma pessoa com diagnóstico de hanseníase cujos contatos próximos ainda não foram examinados. São situações que podem resultar em novos casos e complicações evitáveis e que evidenciam a necessidade de um acompanhamento mais próximo e contínuo dos pacientes.
É justamente para enfrentar desafios como esses que os novos núcleos foram estruturados. A iniciativa estabelece uma nova forma de organizar o acompanhamento das condições de saúde da população, aproximando as equipes das unidades básicas, os Distritos Sanitários e os setores responsáveis pela vigilância de doenças e agravos. O objetivo é fazer com que as informações produzidas nos atendimentos se transformem em ações concretas de prevenção, busca ativa de pacientes e continuidade do cuidado.
Instituídos pela Instrução Normativa nº 001/2026, publicada em maio deste ano, os NUVIS-APS são estruturas multidisciplinares que terão a missão de acompanhar indicadores, identificar situações de risco e articular as ações de vigilância e assistência. Cada unidade de Atenção Primária à Saúde contará com um núcleo, e cada enfermeiro interlocutor poderá ser responsável por até três deles.
Trabalho contínuo
Na prática, a proposta é tornar o cuidado mais contínuo e preventivo, reduzindo o risco de que pacientes deixem de ser acompanhados em momentos importantes do tratamento.
No caso de uma gestante diagnosticada com sífilis, por exemplo, a equipe de saúde precisa garantir que o tratamento seja realizado corretamente, respeitando os intervalos indicados entre as doses.
Com o monitoramento das informações e a atuação integrada dos profissionais, será possível identificar atrasos, organizar a busca ativa e mobilizar a equipe responsável pelo acompanhamento. Essa atenção é fundamental para reduzir o risco de transmissão da infecção para o bebê e prevenir a sífilis congênita, condição que pode provocar graves consequências à saúde da criança.
A mesma lógica se aplica a outras doenças. Na tuberculose, o trabalho busca contribuir para a continuidade do tratamento e aumentar as chances de cura. Na hanseníase, uma das prioridades é identificar e examinar pessoas que tiveram contato próximo com pacientes diagnosticados, favorecendo a detecção precoce. Já na leptospirose, a identificação oportuna dos casos e o encaminhamento adequado podem contribuir para reduzir o risco de agravamento e morte.
Além do acompanhamento individual, os núcleos terão a função de observar o comportamento das doenças nos territórios, identificar situações de risco e auxiliar as equipes na definição de estratégias de prevenção e proteção à saúde.
*Com informações da Ascom SMS


