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SAÚDE E EDUCAÇÃO

NOVEMBRO AZUL: BAHIA LIDERA O RANKING DE CÂNCER DE PRÓSTATA NO NORDESTE

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De acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a Bahia deve registrar 6.540 novos casos de câncer de próstata em 2026, sendo 1.070 em Salvador. A Bahia lidera a incidência desse tipo de câncer no Nordeste e está entre os quatro estados do país com maior número de casos, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Homens afrodescendentes apresentam maior risco de desenvolver a doença. Como a Bahia concentra a maior população negra do Brasil, os dados estatísticos confirmam essa condição, com o agravante de que o tumor costuma ser mais agressivo nesse grupo

No Brasil, a estimativa é que 77.920 brasileiros tenham o diagnóstico da doença neste ano. O Novembro Azul chama atenção para a saúde dos homens e a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata, tipo mais comum de tumor em homens (sem considerar o câncer de pele não melanoma).

De acordo com o oncologista André Bacellar, da Oncoclínicas, “uma parcela dos homens ainda rejeita os exames de rastreamento, como o exame de toque retal, que possibilita o diagnóstico precoce”. “O preconceito e a desinformação ainda são um desafio no combate ao câncer de próstata”, destaca a oncologista Carolina Rocha, da Oncoclínicas. A médica lembra que ao ser diagnosticado e tratado precocemente as chances de cura podem ser de 90 a 95 %.

Câncer de próstata: fatores de risco, sintomas e hábitos protetivos

Idade, tabagismo, obesidade, sedentarismo, etnia (afrodescendentes têm mais predisposição para a doença), alimentação inadequada (rica em gorduras, carboidratos e ultraprocessados e pobre em fibras), além de histórico genético e familiar, são fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de próstata.“Há um risco 2 a 3 vezes maior de desenvolver a doença para homens que têm pai ou irmão diagnosticados com câncer de próstata”, afirma André Bacellar.

“O tumor, geralmente, não apresenta sintomas no início e, por isso, os exames de rastreamento são os principais aliados para impedir um diagnóstico tardio, quando as chances de sucesso do tratamento são reduzidas”, explica a oncologista Carolina Rocha.

Em seu estágio inicial, a doença costuma ser silenciosa, e, geralmente, só apresenta sintomas quando já está em fase mais avançada. Dificuldade para urinar seguida de dor e/ou ardor, gotejamento prolongado no final, frequência urinária aumentada durante o dia ou à noite são alguns dos sinais mais comuns. “Mesmo pacientes mais jovens e sem fatores de risco devem ter atenção aos sinais e procurar ajuda especializada para investigar o quadro”, esclarece o oncologista André Bacellar.

Em fase mais avançada, pode ocorrer a presença de sangue no sêmen, dor óssea, impotência sexual, além de outros desconfortos decorrentes de quadros de metástases.

Atividade física regular, manutenção do peso adequado e alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes e carnes magras são hábitos considerados protetivos.

Diagnóstico

A recomendação é que homens a partir dos 50 anos busquem um urologista para avaliação médica individualizada. Fatores como idade, histórico famíliar, etnia e saúde geral são levados em consideração para definir o rastreamento que, geralmente, é feito pela combinação de exame clínico (toque retal) e teste de antígeno prostático específico (PSA).

Nos casos de histórico familiar da doença, homens afrodescendentes e outros casos específicos, a indicação dos exames de rastreamento pode ser antecipada de acordo com orientação do médico para a partir dos 40 ou 45 anos.

Estima-se que um a cada cinco tumores de próstata, ou seja, 20% dos pacientes com a doença, apresentam níveis de PSA normais (falsos-negativos). Isso reforça a importância do exame de toque retal e de exames de imagem como ressonância magnética.

“O exame de toque dura 5 a 15 segundos e pode salvar vidas, é um exame que pode detectar alterações que não conseguem ser identificadas apenas pelo exame de PSA”, finaliza André Bacellar.

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