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HISTÓRICO FAMILIAR DE ARTRITE REUMATOIDE PODE AUMENTAR O RISCO DA DOENÇA EM MAIS DE QUATRO VEZES

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HISTÓRICO FAMILIAR DE ARTRITE REUMATOIDE PODE AUMENTAR O RISCO DA DOENÇA EM MAIS DE QUATRO VEZES
Foto: : Dra. Ana Luísa Pedreira / Arquivo Pessoal

Ter pai, mãe ou irmão com artrite reumatoide pode representar um importante fator de risco para o desenvolvimento da doença. Um estudo populacional publicado em 2023 na revista científica Rheumatology identificou que pessoas com parentes de primeiro grau diagnosticados com a condição apresentam risco 4,52 vezes maior de desenvolver a enfermidade em comparação àquelas sem histórico familiar.

Apesar de ser frequentemente associada ao envelhecimento, a artrite reumatoide também pode surgir em adultos jovens. A doença é uma condição autoimune crônica que provoca inflamação nas articulações e pode comprometer a qualidade de vida quando não identificada e tratada adequadamente.

Os primeiros sintomas incluem dores nas articulações, inchaço e rigidez, especialmente pela manhã. Essa sensação pode durar bastante tempo após acordar e costuma melhorar gradualmente com a movimentação. Mãos, punhos e pés estão entre as regiões frequentemente afetadas.

Por isso, pessoas com histórico familiar devem ter atenção redobrada aos sinais, independentemente da idade. O reconhecimento precoce dos sintomas permite buscar avaliação médica e iniciar o acompanhamento adequado.

Além da predisposição genética, fatores ambientais também influenciam o desenvolvimento da artrite reumatoide. Entre eles, o tabagismo merece destaque. Pesquisas indicam que o hábito de fumar pode potencializar o risco da doença, principalmente em indivíduos que já apresentam histórico familiar.

A exposição ao cigarro está relacionada a alterações no sistema imunológico e à produção de anticorpos associados à artrite reumatoide, como o anti-CCP. Mesmo após abandonar o tabagismo, parte do risco pode permanecer elevada durante anos.

O cigarro também pode agravar a evolução da doença em pessoas já diagnosticadas, estando associado a maiores danos articulares e a uma resposta menos favorável a determinados tratamentos.

Embora a predisposição genética não possa ser modificada, algumas medidas ajudam a reduzir fatores de risco, como abandonar o cigarro e manter hábitos saudáveis.

A orientação é procurar um reumatologista diante de sintomas persistentes, especialmente quando existe histórico da doença na família. A avaliação clínica e os exames específicos podem auxiliar na identificação da condição.

A artrite reumatoide não precisa esperar a chegada da terceira idade para se manifestar. Conhecer o histórico familiar e reconhecer os primeiros sinais são atitudes importantes para evitar que a doença avance sem acompanhamento.

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