BAIANOS AFIRMAM QUE ALFABETIZAÇÃO DEVE SER PRIORIDADE NA EDUCAÇÃO, DIZ ESTUDO


Foto: Freepik IAGarantir que as crianças aprendam a ler e escrever na idade certa está entre as principais demandas dos baianos para a educação. Para 50% dos moradores do estado, assegurar que todas as crianças sejam alfabetizadas na idade certa deve ser uma das principais prioridades educacionais dos próximos anos, atrás apenas da melhoria dos salários e das condições de trabalho dos professores (51%).
Os dados fazem parte da pesquisa “O que a população pensa sobre a educação 2026”, realizada pelo Instituto IDEIA e encomendada pela Fundação Itaú, Fundação Lemann, Instituto Natura, Instituto Sonho Grande, Instituto Unibanco e Todos pela Educação. Na Bahia, o levantamento ouviu 800 moradores com 16 anos ou mais, entre 8 e 15 de junho de 2026, com nível de confiança de 95% e margem de erro máxima estimada de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
Alfabetização de todas as crianças
A ideia de que a alfabetização deve alcançar todas as crianças é acompanhada pela confiança de que isso é possível: 69% dos baianos concordam que é viável alfabetizar todas as crianças, independentemente de sua origem socioeconômica ou raça. O resultado mostra que, para a maioria da população, a origem da criança não deve ser uma barreira para que ela seja alfabetizada.
A pesquisa também revela uma percepção dividida sobre o que significa estar alfabetizado. Na Bahia, 43% discordam que uma criança que consegue ler palavras e escrever frases simples já possa ser considerada alfabetizada, mesmo que ainda tenha dificuldade para compreender textos. Mas cerca de 30% concordam com a afirmação, o que mostra que o debate sobre o processo de alfabetização ainda não é unânime entre a população.
Ritmo esperado
Ao mesmo tempo em que a população da Bahia aponta a alfabetização como uma prioridade, a percepção sobre o ritmo atual de aprendizagem revela um desafio. Apenas 23% concordam que os estudantes estão aprendendo a ler e escrever no ritmo esperado, enquanto 43% discordam. Os dados evidenciam, portanto, uma distância entre a importância atribuída à alfabetização e a avaliação da população sobre o ritmo em que ela vem acontecendo.
Os dados oficiais do Indicador Criança Alfabetiza (ICA) também mostram o tamanho do desafio. Em 2023, apenas 37% das crianças baianas estavam alfabetizadas no 2º ano do Ensino Fundamental, índice que subiu para 55% em 2025. Apesar da melhora, os resultados mostram que o estado ainda precisa avançar para alfabetizar todas as suas crianças.
“Embora a alfabetização seja uma prioridade para a população da Bahia, ainda é preciso avançar para garantir que todas as crianças aprendam na idade adequada. Para isso, é fundamental fortalecer a implementação das políticas de alfabetização, com estratégias capazes de responder aos desafios de cada rede de ensino e assegurar que todas as crianças desenvolvam as habilidades necessárias para continuar aprendendo e ampliar suas oportunidades ao longo da vida”, afirma Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann.


