"QUEM VAI PAGAR A CONTA" DIZ BRUNO REIS SOBRE TRANSPORTE PÚBLICO NO FIM DE SEMANA


Foto: ReproduçãoO prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), questionou quem será responsável pelo financiamento da proposta de gratuidade do transporte público aos fins de semana. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (20), durante a entrega de obras em Brotas, o gestor estimou que a medida custaria R$ 192 milhões por ano aos cofres públicos da capital baiana.
Segundo Bruno Reis, a gratuidade integral aos sábados e domingos exigiria um investimento mensal de R$ 16 milhões. Atualmente, a prefeitura destina cerca de R$ 4 milhões por mês ao programa Domingo é Meia, que oferece desconto na tarifa aos domingos.
“Transporte gratuito ao final de semana: sou a favor, tem todo o meu apoio. Agora vocês vão entender a conta rapidinho: a prefeitura paga R$ 4 milhões por mês do ‘Domingo é Meia’. Se for de graça o dia todo no domingo, são R$ 8 milhões. Sábado e domingo, são R$ 16 milhões por mês. Dezesseis vezes doze: R$ 192 milhões de reais é o custo do transporte gratuito no final de semana em Salvador. Quem vai pagar essa conta? É uma PEC ou o Governo Federal? Porque não existe de graça, alguém vai pagar essa conta!”, questionou o prefeito.
Bruno Reis criticou a apresentação da proposta sem, segundo ele, uma definição clara sobre a origem dos recursos necessários para custear a gratuidade. O prefeito também defendeu maior diálogo com os municípios responsáveis pela operação do transporte coletivo.
Durante a declaração, o gestor afirmou que Salvador já arca com despesas relacionadas aos subsídios tarifários e cobrou maior participação do Governo Federal no financiamento do sistema.
O prefeito também criticou a política federal para o setor, alegando que os municípios não receberam subsídios diretos suficientes para reduzir os custos do transporte público.
A proposta de tarifa zero aos fins de semana reacende o debate sobre o financiamento do transporte coletivo no país. Em Salvador, a eventual implementação da medida dependeria da definição de como os recursos seriam divididos entre os entes públicos e de como o sistema seria custeado sem a cobrança de passagens aos passageiros.


