POR QUE RICHARLISON DIZ QUE WILLER TOMAZ, O AMIGO DE FLÁVIO, TOMOU SUA ILHA

Foto: Reprodução/SBT NewsUma empresa do advogado Willer Tomaz apresentou ao governo do Rio, neste ano, um projeto para ampliar a pousada localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), alvo de uma batalha jurídica com o jogador de futebol Richarlison. O pedido de Willer se baseou em um decreto publicado no mesmo dia pelo então governador Cláudio Castro (PL), que flexibilizou restrições ambientais no local. A regra que embasou o requisito, porém, acabou revogada pelo governador interino Ricardo Couto.
A atuação de Willer é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF); Nesta sexta, o ministro Alexandre de Moraes bloqueou R$ 6 bilhões em bens do advogado. A ilha em Angra foi visitada em 2021 pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), amigo de Willer, antes da disputa nos tribunais com Richarlison pelos direitos de propriedade.
Publicado no dia 20 de março, o decreto afrouxava restringe a Área de Proteção Ambiental (APA) Tamoios, onde fica a Ilha Comprida. Foi uma das últimas medidas de Castro antes de renunciar ao governo do Rio, naquele mesmo mês. Ainda antes, no fim de 2025, o então governador eleito para assistir à final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras, em Lima, a bordo de um avião de Willer.
Poucas horas após o decreto de Castro entrar em vigor, na tarde do dia 20 de março, a WT Administração de Imóveis apresentou seu requerimento ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), solicitando para ampliar a chamada “taxa de ocupação” — isto é, o percentual do terreno que pode receber construções — na Ilha Comprida. O objetivo de Willer era aumentar essa taxa de 15% para 30%, "com fulcro no art. 2º do Decreto Estadual nº 50.236/2026", isto é, o texto publicado por Castro no mesmo dia.
A propriedade na Ilha Comprida foi embargada judicialmente em meio a uma disputa sobre quem era o verdadeiro dono. Uma empresa do jogador Richarlison, do Sport 70, apresentou um contrato de compra de terreno, datado de 2020 e registrado em cartório, no valor de R$ 2,6 milhões. As restrições de propriedade que estão no contrato são as mesmas que constam no requisito feito pela empresa de Willer ao governo do Rio.
Ao pedir à Justiça que fosse reconhecido como dona do espaço, o Sport 70 anexou registros de uma visita de Flávio Bolsonaro, em 2021, na qual o senador elogiava o local. Em publicações recentes em suas redes sociais, Richarlison acusa Flávio e Willer de terem se interessado pelo espaço após essas visitas, e alega que o advogado tentou adquiri-lo desde o final de 2021. Com informações de O Globo.



