PF PRENDE MÁRCIO CANELLA POR SUSPEITA DE ENVOLVIMENTO EM ESQUEMA DE R$ 7,6 BI


Márcio Canella (esq.), Flávio Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro e o governador eleito do Rio, Douglas Ruas - Foto: Reprodução/InstagramA Polícia Federal prendeu na manhã de hoje (15) o ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) Márcio Canella. Presidente do União Brasil no Rio de Janeiro, Canella foi o segundo deputado estadual com mais votos no Rio (197.178).
Autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, a oitava fase da Operação Unha e Carne mira uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio como estrutura de lavagem de dinheiro.
A investigação aponta que o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos, de acordo com um Relatório de Inteligência Financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) enviado à PF. Moraes determinou o bloqueio de bens de até R$ 700 milhões — a PF tinha pedido o bloqueio de R$ 7,6 bi, sobre mais de 100 empresas, mas o ministro do STF limitou a medida a 12 pessoas e 11 empresas.
Também foi preso o delegado Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, indicado ao cargo pelo próprio Canella. Ele também foi presidente do Detran-RJ.
Aliança com Flávio
Canella era pré-candidato ao Senado com apoio de Flávio Bolsonaro (PL) quando foi preso em flagrante, em julho, pela Polícia Federal. Na sexta fase da Operação Unha e Carne, havia contra ele um mandado de busca, mas os agentes encontraram um fuzil de calibre restrito em seu carro e ele foi preso em flagrante.
Uma decisão do ministro Alexandre de Moraes revogou a prisão preventiva.
Canella decidiu tentar novamente a Alerj, por conta da exposição do caso e de sua ligação com a família Bolsonaro — Rogéria Bolsonaro, ex-mulher de Jair e mãe de Flávio, Eduardo e Carlos, seria sua suplente na candidatura ao Senado.
*Com informações do Uol.


