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LULA DEFENDE A DEMOCRACIA E DIZ QUE BRASIL NÃO ACEITA SER ‘QUINTAL DE NINGUÉM’

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LULA DEFENDE A DEMOCRACIA E DIZ QUE BRASIL NÃO ACEITA SER ‘QUINTAL DE NINGUÉM’
Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que vai governar para toda a população brasileira, independentemente das posições políticas dos eleitores, e defendeu a democracia e a soberania nacional durante o discurso após a vitória nas eleições deste domingo (25). Ao abordar o resultado das urnas, o petista também criticou o que classificou como interferência externa no processo eleitoral e reafirmou que o Brasil não deve se submeter aos interesses de outros países.

“Não tenho mais adversários. Tenho que governar para 215 milhões”, declarou Lula, ao defender que o fim da disputa eleitoral deve dar lugar à responsabilidade de conduzir o país. Segundo ele, o novo mandato deverá contemplar todas as cidades e os brasileiros, inclusive aqueles que não apoiaram sua candidatura.

O presidente também agradeceu à população que participou da votação e destacou a mobilização de jovens em defesa da democracia. Lula ainda mencionou idosos e pessoas com dificuldades de locomoção que foram às urnas, afirmando que a participação desses eleitores demonstrou a importância atribuída ao processo democrático.

Defesa da democracia e críticas à interferência externa

Ao avaliar a campanha, Lula classificou o resultado como uma derrota do negacionismo e da mentira. O presidente também criticou a atuação de grandes empresas de tecnologia, que, segundo ele, tentaram influenciar o resultado eleitoral por meio das plataformas digitais.

“Tivemos que vencer a intromissão de fora para dentro, através de plataformas digitais que nós vamos ter que regular”, afirmou.

Lula defendeu que os crimes cometidos no ambiente digital sejam tratados com o mesmo rigor daqueles praticados fora da internet. Também criticou empresas que, em sua avaliação, faturam milhões e bilhões no país sem pagar impostos proporcionais e tentam direcionar as escolhas políticas dos brasileiros.

A defesa da soberania nacional apareceu associada à crítica à interferência estrangeira. Para Lula, as decisões políticas do Brasil devem ser tomadas pelos próprios brasileiros, sem submissão a interesses externos.

“Esse país não aceita ser quintal de ninguém”

Ao falar sobre a posição do Brasil no cenário internacional, Lula reafirmou que o país deve manter relações com outras nações em condições de igualdade. Durante o discurso, ele recordou a reação do público ao Hino da Independência em um ato de campanha realizado na Avenida Paulista, em São Paulo.

“Foi uma demonstração de que este país não aceita ser quintal de ninguém”, declarou.

O presidente também recorreu a uma referência ao compositor Chico Buarque para defender uma política externa sem subordinação a países mais poderosos. A ideia, segundo a mensagem apresentada no discurso, é que o Brasil dialogue com diferentes governos sem adotar posições de submissão ou tratamento desigual entre parceiros internacionais.

A defesa da autonomia também se relacionou à necessidade de ampliar a capacidade tecnológica brasileira. Ao tratar das plataformas digitais e do desenvolvimento do país, Lula defendeu que o Brasil tenha condições de definir suas próprias regras e fortalecer sua independência.

Ao final, o presidente reforçou que pretende conduzir o governo com respeito à Constituição e às instituições democráticas, em um mandato voltado à população como um todo. A mensagem combinou o compromisso de governar para os 215 milhões de brasileiros com a defesa de um país soberano, capaz de decidir seus próprios rumos.

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