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JERÔNIMO DEFENDE INDICAÇÃO DE MULHER NEGRA AO STF E COBRA APERFEIÇOAMENTO DO JUDICIÁRIO

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JERÔNIMO DEFENDE INDICAÇÃO DE MULHER NEGRA AO STF E COBRA APERFEIÇOAMENTO DO JUDICIÁRIO
Foto: Erickson Araújo

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu a ampliação da presença de mulheres, especialmente mulheres negras, nos espaços de decisão do país e no Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista à GloboNews, na noite desta quarta-feira (4), o petista também avaliou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve aproveitar o período de transição no Congresso Nacional para encaminhar uma nova indicação à Corte.

Jerônimo afirmou apoiar a presença feminina e de mulheres negras nos órgãos de poder, mas ponderou que não pretende pressionar o presidente na escolha do próximo nome para o Supremo.

“Sou simpático e defendo a presença de mulheres e de mulheres negras nos diversos espaços de decisão e de tomada de decisão, mas não quero, com isso, tensionar ou pressionar a iniciativa do presidente na sua tomada de decisão”, declarou.

Sobre o momento da indicação, o governador considerou que a transição entre as atuais legislaturas do Congresso pode representar uma oportunidade para Lula encaminhar o nome. Ele disse esperar que a escolha seja anunciada ainda durante o atual mandato legislativo.

“Eu acho e concordo que o presidente deverá aproveitar essa janela, nesse momento de transição de um congresso para um outro. Então, o presidente já deve ter feito esses estudos e espero que, ainda nesse mandato legislativo, ele possa encaminhar o nome que deverá compor [o Supremo]”, afirmou.

Governador também defende reforma do Judiciário

Além da composição do STF, Jerônimo defendeu o aperfeiçoamento do sistema de Justiça como um todo, incluindo suas diferentes instâncias, dos municípios à esfera federal.

O governador mencionou questionamentos da sociedade sobre determinadas condutas de ministros e afirmou que é necessário discutir mecanismos de controle institucional, sem comprometer a estabilidade do sistema jurídico.

“Quando a gente vê alguns tipos de atitudes, não estou falando da Suprema Corte como um todo, de alguns ministros, a gente questiona: e qual a reação? Como a sociedade pode fazer o controle de um órgão que é para beneficiar a própria sociedade?”, questionou.

“Eu também sou defensor, dentro de parâmetros e critérios, que a gente não possa criar qualquer insustentabilidade para que o sistema jurídico nacional tenha o respeito do lugar que merece”, concluiu.

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