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JERÔNIMO ADIA MUDANÇAS NO SECRETARIADO E COBRA ALIADOS POR APOIO A LULA

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JERÔNIMO ADIA MUDANÇAS NO SECRETARIADO E COBRA ALIADOS POR APOIO A LULA
Foto: GOVBA

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que as mudanças no secretariado estadual só devem ser anunciadas após novembro. Segundo ele, o foco do governo neste momento é o segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25), quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta Flávio Bolsonaro (PL).

“Eu só falo de eleição. Não adianta a gente poder tensionar agora não, porque só vai acontecer isso lá depois de novembro”, declarou o governador durante a entrega de viaturas para a Polícia Militar da Bahia, no Quartel do Comando Geral da corporação, no bairro dos Aflitos, em Salvador.

Apesar de adiar as discussões sobre a composição do governo, Jerônimo anunciou uma reunião preparatória para planejar as próximas ações da gestão. Ao lado do secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, e do comandante-geral da PM, coronel Magalhães, ele afirmou que pretende estabelecer diretrizes para os próximos dois meses.

“Eu vou fazer uma reunião pré-comitê. Eu quero fazer uma encomenda porque nós teremos transição de governo, transição de conteúdo”, explicou. A proposta é elaborar um plano de ação para a segurança pública com base no programa de governo e nas iniciativas já desenvolvidas pela pasta.

Jerônimo critica ACM Neto e cobra posição sobre Lula

O petista também voltou a criticar o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), seu adversário na disputa pelo governo baiano em 2022. Jerônimo afirmou que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro na Bahia reforçaria a posição política do opositor, que, segundo ele, evitou assumir um alinhamento explícito com Lula ou Jair Bolsonaro na eleição estadual anterior.

“O candidato dele não vai ganhar na Bahia e vai demonstrar que ele ficou naquela posição de novo, o ‘tanto faz’ continuou”, afirmou.

Em seguida, Jerônimo ironizou a declaração de ACM Neto de que aceitaria o chamado voto “Lula-Neto”. “Eu espero e repito a vocês que o voto ‘Lula-Neto’ que ele pregou continue agora. Tá valendo o ‘Lula-Neto’?”, questionou.

O governador também voltou a questionar a decisão do adversário de colocar à disposição da Justiça Eleitoral seus sigilos bancário e telefônico. Jerônimo disse que já havia pedido a medida durante o primeiro turno e mencionou suspeitas e investigações envolvendo o União Brasil, sem apresentar novos elementos durante a entrevista.

Governador cita investimentos federais na Bahia

Jerônimo também comentou o apoio da prefeita de Jacobina, Valdice Castro (PMB), a Flávio Bolsonaro. Segundo o governador, ele se reuniu com a gestora na semana passada para tentar convencê-la a apoiar Lula, apesar de ela ter declarado voto no petista na disputa estadual.

Ao defender a continuidade do governo Lula, Jerônimo citou investimentos federais considerados importantes para a Bahia, como a conclusão de um hospital na região do Piemonte da Diamantina, a construção da ponte Salvador-Itaparica, a duplicação de rodovias e empreendimentos como a fábrica da BYD.

“Para a Bahia é muito melhor porque nós temos a garantia de um presidente que já cuida da Bahia, que é o Lula”, afirmou.

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