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JANONES RECUSA CARGO NO GOVERNO LULA

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JANONES RECUSA CARGO NO GOVERNO LULA
Foto: Crédito: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

O deputado federal André Janones (Rede-MG) descartou assumir um ministério no próximo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que pretende continuar exercendo o mandato na Câmara dos Deputados. A decisão foi anunciada em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, exibida no domingo (1º).

Reeleito para mais um mandato, o parlamentar ganhou destaque durante a campanha presidencial de 2026 por comandar o chamado "Exército do Lula", canal de mobilização digital que ultrapassou 10 milhões de participantes nas semanas que antecederam o segundo turno das eleições.

Com a repercussão de sua atuação nas redes sociais, o nome de Janones passou a ser citado como possível integrante da equipe ministerial de Lula. No entanto, o deputado afirmou que não pretende aceitar um convite para ocupar um cargo no Executivo.

"Eu não vou aceitar nenhum ministério. Está cravado. Não vou ser ministro do governo Lula. Vou continuar na Câmara dos Deputados representando o povo", declarou.

POR QUE JANONES NÃO QUER SER MINISTRO?

Após a entrevista, Janones também utilizou suas redes sociais para explicar os motivos da decisão. Segundo o parlamentar, assumir um ministério poderia limitar sua atuação política por causa das responsabilidades administrativas e da burocracia do cargo.

Em publicação, ele afirmou que pretende continuar atuando diretamente no Congresso Nacional e mantendo a mobilização digital em apoio ao presidente.

"Porque não desejo ser ministro? Porque não posso ter as amarras da liturgia de um cargo nem ficar preso em compromissos burocráticos!", escreveu.

O deputado acrescentou que considera a Câmara dos Deputados o espaço em que poderá continuar contribuindo com o governo federal.

Segundo ele, sua intenção é ajudar Lula a construir apoio político e garantir condições para a aprovação de projetos de interesse do Executivo.

O QUE VAI ACONTECER COM O 'EXÉRCITO DO LULA'?

Outro assunto abordado por Janones foi o futuro do canal de WhatsApp conhecido como "Exército do Lula". Criado durante a campanha eleitoral, o grupo ultrapassou a marca de 10 milhões de participantes e foi utilizado para distribuir vídeos, mensagens e conteúdos favoráveis ao então candidato.

O deputado afirmou que já conversou com Lula sobre o futuro da estrutura e deixou claro que considera o canal uma ferramenta vinculada à imagem do presidente.

"Eu disse, olhando nos olhos dele: 'O canal é do senhor, o exército é do Lula, tudo foi construído com o nome do senhor'", relatou.

Janones também explicou que o modelo de mobilização adotado durante a campanha foi pensado como uma estratégia temporária.

"É um modelo transitório, necessário para a gente vencer uma eleição, necessário para a gente poder dar governabilidade ao presidente a partir de agora. Mas é um modelo que deve servir como transição", afirmou ao Fantástico.

Após o resultado eleitoral, o parlamentar deixou de publicar as chamadas "missões", que orientavam os participantes a compartilhar conteúdos nas redes sociais.

JANONES VAI CONTINUAR NA REDE SUSTENTABILIDADE

Além de descartar um ministério, André Janones afirmou que não pretende deixar a Rede Sustentabilidade, partido ao qual está filiado.

O deputado justificou a decisão pela independência política que, segundo ele, a legenda proporciona, além da relação de lealdade com a sigla.

A permanência na Câmara também deve permitir que Janones atue diretamente nas articulações políticas do governo, especialmente na relação com os demais parlamentares.

DEPUTADO TAMBÉM COMENTOU POLÊMICAS

Durante a entrevista ao Fantástico, Janones foi questionado sobre episódios controversos de sua trajetória política, incluindo a investigação relacionada à prática de rachadinha em seu gabinete e uma medida protetiva solicitada por uma ex-companheira.

Sobre o caso da rachadinha, o parlamentar negou ter desviado salários de funcionários e mencionou o acordo firmado para ressarcimento de valores. O procedimento foi encerrado por meio de acordo, sem condenação criminal.

Em relação à medida protetiva, Janones afirmou que não foi condenado e evitou comentar detalhes por se tratar de um processo sob segredo de Justiça.

Com a decisão de permanecer no Legislativo, o deputado sinaliza que pretende concentrar sua atuação na Câmara dos Deputados e na mobilização digital em torno do governo Lula, em vez de assumir uma função ministerial.

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