"ESSE PAÍS NÃO PODE TER UM MILICIANO NA PRESIDÊNCIA”, DIZ LULA


Foto: Jouber Weber/RBS TVO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o senador Flávio Bolsonaro (PL) nesta segunda-feira (19), durante um evento de campanha em Porto Alegre (RS). Ao questionar o patrimônio do adversário e defender transparência na disputa eleitoral, o petista afirmou que o Brasil não pode ter um “miliciano” na Presidência da República.
“Acho que está na hora de a sociedade brasileira, ao votar, saber em quem está votando. Não é um jogo de loteria, não é um jogo de peteca, é um jogo de defender os interesses soberanos do nosso país. Esse país não pode ter um miliciano na Presidência da República. Não pode”, declarou Lula.
A fala ocorreu um dia após o primeiro debate presidencial do segundo turno, realizado pela Band no domingo (18). Na ocasião, o presidente desafiou Flávio Bolsonaro a autorizar a abertura dos sigilos bancário e telefônico dos dois candidatos e de seus familiares.
Nesta segunda-feira, Lula voltou a defender a iniciativa e afirmou que pretende entregar documentos à Justiça para que as informações sejam investigadas e divulgadas à população.
“Eu quero que a Justiça investigue. E depois divulgue para o povo brasileiro saber quem é ladrão ou quem não é ladrão nesse país”, disse o presidente.
O petista também cobrou que o adversário aceite a proposta. “A única coisa que eu estou pedindo é que ele tenha a coragem de provar que é honesto”, afirmou.
A proposta apresentada pelo presidente prevê que os dois candidatos e seus familiares autorizem o acesso a informações bancárias e telefônicas, por meio de documentos encaminhados às autoridades competentes.
Lula voltou a mencionar os filhos durante o discurso e afirmou que fez questão de incluí-los na documentação que pretende apresentar à Justiça. Após o debate, o presidente também reforçou o desafio nas redes sociais.
A iniciativa ocorre a menos de uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). A eventual quebra de sigilo, no entanto, depende dos procedimentos legais aplicáveis e do alcance das autorizações apresentadas.
Durante o evento, Lula também comparou o imóvel onde mora ao patrimônio atribuído ao senador. O presidente afirmou que vive em um apartamento de 190 metros quadrados, adquirido em 1998, e questionou como Flávio Bolsonaro teria condições de comprar um imóvel avaliado em R$ 10 milhões à vista.
Ao abordar o assunto, Lula defendeu que os eleitores tenham acesso a informações sobre a situação patrimonial dos candidatos antes de decidir o voto.
O presidente também afirmou que conhece a própria trajetória e criticou as acusações de corrupção feitas pelo adversário, argumentando que ambos deveriam estar dispostos a submeter suas informações à análise das autoridades.
“Todo mundo sabe a vida pregressa dele. Todo mundo conhece a minha biografia. Todo mundo sabe a história de cada um”, declarou.


