EDUARDO PAES CONTESTA DECISÃO DO TSE SOBRE GOVERNO DO RJ


Rio de Janeiro - O prefeito Eduardo Paes em visita ao local onde está sendo montada a pira olímpica, na Orla Conde, em frente à Candelária (Fernando Frazão/Agência Brasil) - Foto: EBC-EMPRESA BRASIL DE COMUNICAÇÃO/Agência Brasil. Uso sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. CRÉDITO FOTOGRÁFICO OBRIGATÓRIO: FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIO ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) anunciou, nesta terça-feira (3), que pretende mobilizar setores da sociedade para pressionar a Justiça Eleitoral pela realização de um segundo turno na disputa pelo governo fluminense. Em vídeo publicado nas redes sociais, o político se manifestou pela primeira vez sobre a articulação que já vinha sendo impulsionada por seus apoiadores, contrários à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que retirou os votos de Anthony Garotinho e permitiu a declaração de Douglas Ruas como governador eleito ainda no primeiro turno.
Paes afirmou que decidiu não se pronunciar anteriormente para evitar que a discussão eleitoral no Rio interferisse no processo de votação para a Presidência da República. Segundo ele, o momento agora é de retomar a mobilização pelo segundo turno.
"Ao longo das últimas semanas vi muitas manifestações de muitos setores da sociedade fluminense exigindo a realização de 2° turno aqui. Hoje eu reinicio junto com vocês essa luta. Desde o início da campanha a gente denunciou que o candidato Anthony Garotinho estava com seus direitos políticos cassados e não podia votar e muito menos ser candidato. A decisão da população no 1° turno não foi para eleger qualquer candidato, foi para ter 2° turno. É isso que o PSD pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF)", declarou.
Em outra parte da gravação, o ex-prefeito justificou o silêncio mantido desde a decisão do TSE e afirmou que considerou necessário aguardar o encerramento da votação nacional.
"Chegou a hora de falar sobre o 2° turno no Rio de Janeiro. Faz pouco mais de uma semana que o Brasil escolheu seu presidente e muita gente me perguntou porque eu fiquei em silêncio sobre a eleição aqui do Rio desde a decisão do Tribunal Superior Eleitoral. A resposta é simples: entendi que o país precisava votar com tranquilidade e foi isso que aconteceu", afirmou.


