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POLÍTICA

ALIADOS DE LULA DEFENDEM GRAÇA OU INDULTO PARA DIMINUIR PENA DE BOLSONARO

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Bras’lia (DF) 12/07/2023 - O ex-presidente Jair Bolsonaro fala com jornalista ap—s depoimento no inquŽrito que investiga uma tentativa de golpe de Estado que teria sido articulada pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES). O inquŽrito foi aberto em fevereiro pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
Foto: Valter Campanato/Agncia Brasil
Bras’lia (DF) 12/07/2023 - O ex-presidente Jair Bolsonaro fala com jornalista ap—s depoimento no inquŽrito que investiga uma tentativa de golpe de Estado que teria sido articulada pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES). O inquŽrito foi aberto em fevereiro pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Foto: Valter Campanato/Agncia Brasil - Foto: Foto: Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil

Lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendem que o governo avalie alternativas jurídicas para reduzir o tempo de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Entre as possibilidades discutidas estão a concessão de graça individual, indulto coletivo ou comutação da pena.

A informação foi divulgada nesta sexta-feira (6 de novembro de 2026), em reportagem da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Segundo a publicação, a proposta é defendida por integrantes do núcleo próximo de Lula como uma possível saída para diminuir as tensões políticas entre o governo, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).

PROPOSTA BUSCA EVITAR NOVA DISPUTA POR ANISTIA

Um dos principais argumentos apresentados pelos defensores da iniciativa é evitar que a discussão sobre uma possível anistia a Bolsonaro volte a dominar os debates no Congresso Nacional.

Na avaliação desses interlocutores, uma alternativa construída pelo próprio governo poderia esvaziar a pressão de parlamentares da oposição pela aprovação de um projeto de anistia e permitir que o Legislativo concentre suas atividades em outras pautas de interesse do país.

Outro objetivo seria reduzir o desgaste entre o Congresso e o STF. A discussão sobre o futuro jurídico de Bolsonaro também está relacionada à pressão de parlamentares por pedidos de impeachment contra ministros da Corte, especialmente Alexandre de Moraes.

Os aliados de Lula avaliam que uma solução para a situação do ex-presidente poderia diminuir parte dessas tensões institucionais.

QUAIS SÃO AS ALTERNATIVAS DISCUTIDAS?

As possibilidades mencionadas pelos aliados do presidente envolvem três instrumentos jurídicos diferentes:

Graça: perdão individual concedido pelo presidente da República a uma pessoa condenada. Pode extinguir a pena, mas não apaga automaticamente os demais efeitos da condenação.

Indulto: benefício concedido por decreto presidencial, geralmente destinado a um grupo de condenados que atendam aos requisitos estabelecidos.

Comutação de pena: redução do período de cumprimento da pena, sem necessariamente extinguir toda a condenação.

A Constituição Federal prevê, no artigo 84, inciso XII, a competência presidencial para conceder indulto e comutar penas. Entretanto, a aplicação desses mecanismos está sujeita a limites constitucionais e ao controle do Judiciário.

LULA TAMBÉM PODERIA RECORRER AO STF

Outra alternativa mencionada na reportagem seria uma iniciativa do governo junto ao Supremo Tribunal Federal para discutir a constitucionalidade da chamada Lei da Dosimetria.

A legislação foi aprovada pelo Congresso Nacional e prevê mudanças no cálculo das penas aplicadas aos condenados pelos atos relacionados à tentativa de golpe e ao 8 de janeiro.

Entretanto, seus efeitos estão suspensos por decisão do ministro Alexandre de Moraes, enquanto o STF analisa a questão.

Segundo a reportagem da Folha, caso a legislação seja aplicada, Bolsonaro poderia permanecer aproximadamente mais um ano em regime fechado, conforme a interpretação considerada.

SITUAÇÃO JURÍDICA DE BOLSONARO

Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados à trama golpista.

De acordo com a reportagem publicada nesta sexta-feira, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar após a condenação.

Um eventual benefício presidencial não significaria necessariamente o desaparecimento de todos os efeitos da sentença. A inelegibilidade e outras consequências da condenação precisariam ser consideradas separadamente

PROPOSTA AINDA NÃO É UMA DECISÃO DE LULA

Apesar da movimentação entre integrantes do PT, não há anúncio oficial de que Lula tenha decidido conceder graça, indulto ou comutação de pena a Bolsonaro.

A iniciativa relatada ainda depende de articulações políticas e de uma avaliação jurídica sobre os instrumentos disponíveis.

O assunto também envolve possíveis reações dentro do próprio PT, da oposição e do Supremo Tribunal Federal. Além disso, o STF já estabeleceu precedentes que questionam a concessão de perdão a condenados por atos contra o Estado Democrático de Direito.

Assim, qualquer tentativa de reduzir o tempo de prisão de Bolsonaro por meio de um benefício presidencial poderá enfrentar questionamentos judiciais.

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