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ABSTENÇÃO CAI NO SEGUNDO TURNO E REGISTRA MENOR ÍNDICE EM 20 ANOS

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ABSTENÇÃO CAI NO SEGUNDO TURNO E REGISTRA MENOR ÍNDICE EM 20 ANOS
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A abstenção nas eleições presidenciais caiu no segundo turno deste domingo (25) e registrou o menor índice para essa etapa desde 2006. Com 98,27% das urnas contabilizadas, a taxa de eleitores ausentes ficou em 19,11%. Os votos brancos e nulos somavam 3,23% do total, o menor percentual observado em um turno presidencial neste século, segundo os dados parciais apresentados.

Apesar da redução, cerca de 30,4 milhões de eleitores não compareceram à votação. No primeiro turno, o índice de abstenção havia alcançado 21,08%.

A queda supera a registrada em 2022, quando a taxa recuou de 20,95% para 20,57%, uma diferença de 0,38 ponto percentual. Até então, a série histórica indicava aumento da abstenção na segunda etapa das disputas presidenciais. A eleição de 2022, entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), rompeu esse padrão pela primeira vez.

Problemas no transporte levaram à prorrogação da votação

Apesar da redução nacional, problemas no transporte público dificultaram o deslocamento de eleitores em municípios da Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas e Rio de Janeiro, segundo o setor de inteligência do Ministério da Justiça.

Diante dos obstáculos, o PT pediu a extensão do horário de votação até as 19h. O PL também solicitou a medida em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando impactos das fortes chuvas. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu o pedido de ampliação, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, também autorizou a prorrogação em todo o país.

A mobilização para reduzir as ausências ganhou importância para a campanha de Lula, que investiu em estratégias para incentivar o comparecimento às urnas. Entre elas, esteve a divulgação da informação de que a votação pode servir como prova de vida para aposentados e pensionistas do INSS, com atenção especial ao público idoso, segmento no qual o petista tinha vantagem nas pesquisas.

No primeiro turno, a abstenção já havia diminuído entre jovens de até 18 anos, idosos e eleitores com menor escolaridade, na comparação com 2022. Até o momento, porém, o perfil dos ausentes no segundo turno ainda não havia sido divulgado.

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