VENDAS DO VAREJO BAIANO TÊM VARIAÇÃO NEGATIVA DE JULHO PARA AGOSTO


Foto: Foto: Tânia Rêgo/Agência BrasilDe julho para agosto de 2026, as vendas do varejo na Bahia tiveram uma segunda queda consecutiva (-0,2%), embora num ritmo bem menor do que o verificado na passagem de junho para julho (-1,3%), na comparação livre de influências sazonais (que desconsidera os efeitos de eventos recorrentes, como Natal, Páscoa etc.).
O resultado do comércio baiano foi um pouco pior do que o registrado no Brasil como um todo (-0,1%), mas apenas o 16º entre as 27 unidades da Federação, num contexto em que 12 delas apresentaram redução das vendas, nessa comparação. Espírito Santo (-3,8%), Alagoas (-1,3%) e Rio Grande do Norte (-1,1%) tiveram as retrações mais intensas, enquanto os maiores aumentos ocorreram em Rondônia (5,8%), Amapá (5,3%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).
Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE.
Apesar variação negativa entre julho e agosto deste ano, na comparação com agosto/25 as vendas do varejo na Bahia seguiram em alta (1,2%), chegando a 17 meses de crescimentos consecutivos (avançam desde abril/25).
Foi um aumento superior ao nacional (0,4%), mas só o 13º entre os estados, 18 dos quais tiveram resultados positivos. Os melhores índices, neste comparativo, ocorreram em Rondônia (10,9%), Amapá (9,5%) e Pernambuco (7,9%). Goiás (-4,5%), Rio Grande do Norte (-4,4%) e Maranhão (-3,6%) tiveram os recuos mais intensos.
Com os resultados do mês, as vendas do varejo baiano seguiram em alta no acumulado no ano de 2026 (3,3%). O resultado é superior ao do Brasil como um todo (1,7%) e se mantém o 9º entre os 27 estados, 24 dos quais têm avanços. Pernambuco (10,0%), Distrito Federal (7,6%) e Acre (7,2%) lideram nos aumentos.
Nos 12 meses encerrados em agosto, as vendas do varejo baiano também seguem em alta (3,9%) acima do indicador nacional (1,6%) e mostram o 10º maior crescimento entre os estados. Dos 27, 22 têm aumentos nesse acumulado, liderados por Pernambuco (7,4%), Distrito Federal (6,4%) e Acre (5,7%).
Em agosto, na Bahia, o desempenho positivo das vendas (1,2%) frente ao mesmo mês de 2025 foi concentrado nas altas de 3 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui automóveis, material de construção e atacado de alimentos).
Com o maior aumento das vendas pelo segundo mês consecutivo, os outros artigos de uso pessoal e doméstico (15,1%) também deram a maior contribuição positiva para o desempenho geral do varejo baiano em agosto. O segmento, que reúne os grandes varejistas on-line e lojas de departamentos, teve o sexto avanço seguido, com altas desde março, e tem o melhor desempenho no ano de 2026 (9,8%).
As vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos tiveram o segundo maior crescimento em agosto, na Bahia (8,5%), e foram a segunda principal influência de alta no varejo em geral, retomando os resultados positivos, depois de terem recuado em julho (-0,9%)
Os hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo completaram os avanços de agosto, com alta de 0,7% nas vendas, a 12ª consecutiva.
Por outro lado, entre as atividades com quedas das vendas no mês, na Bahia, móveis e eletrodomésticos registraram o maior recuo (-9,0%) e exerceram a principal influência negativa, mostrando uma segunda retração consecutiva.
Já as vendas de tecidos, vestuário e calçados (-2,1%) caíram pelo 15º mês consecutivo (desde junho de 2025) e tiveram o segundo impacto negativo mais importante no desempenho do varejo baiano em geral, em agosto. O segmento tem o pior resultado no acumulado no ano de 2026 (-8,8%).


