SERGIPE GANHA GASODUTO E QUER ENTRADA DE BIOMETANO NA REDE


Foto: DivulgaçãoCom previsão de iniciar a operação até o fim de 2026, as obras do gasoduto, da Sergipe Gás (Sergas), em Barra dos Coqueiros, região metropolitana de Aracaju, entraram na reta final. A Sergas prepara uma nova rede de distribuição em Lagarto para 2027 e estuda incorporar o biometano à infraestrutura estadual de gás natural.
Na Barra dos Coqueiros, a travessia da ponte já foi concluída. Os trabalhos agora estão concentrados na interligação com a rede local e na realização dos últimos testes antes do início da operação, segundo o diretor-presidente da Sergas, Alan Lemos.
Com a entrada em funcionamento do gasoduto, condomínios, restaurantes, padarias, empresas e pequenas indústrias passarão a ter acesso ao gás canalizado como alternativa de abastecimento.
“Avançamos para a etapa final da obra e estamos trabalhando para que a operação na Barra dos Coqueiros seja iniciada dentro do cronograma previsto. A chegada do gás canalizado representa mais uma alternativa de abastecimento para moradores, comerciantes e empresas”, afirmou Lemos em entrevista à rádio 103 FM. A Sergas possui atualmente cerca de 347 quilômetros de gasodutos e atende mais de 52 mil usuários em Sergipe.
A expansão ocorre em um estado onde a produção de gás natural voltou a crescer em 2026. Em agosto, Sergipe produziu cerca de 2,62 milhões de metros cúbicos, alta de 21,2% sobre o mesmo mês de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e compilados pelo Observatório da Indústria de Sergipe. A produção é majoritariamente terrestre: 97,4% do volume de agosto veio de campos onshore.
A rede da distribuidora atende hoje principalmente Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão, Laranjeiras, Itaporanga d’Ajuda, Estância, Rosário do Catete e Carmópolis. Com Barra dos Coqueiros e a futura expansão em Lagarto, a companhia amplia gradualmente a presença fora dos corredores já atendidos.
Rede de gás em Lagarto
Em Lagarto, a companhia pretende avançar em 2027 com a implantação de uma rede estruturante de distribuição. O município já possui uma operação de gás natural comprimido (GNC), transportado por caminhões, com a indústria Maratá como consumidora-âncora.
O combustível chega ao município em carretas e passa por uma estação de descompressão antes de ser disponibilizado ao consumidor. A nova etapa prevê a formação de uma rede capaz de ampliar o atendimento para outros consumidores comerciais e industriais.
“Lagarto é estratégico para a interiorização do gás natural em Sergipe. A partir da operação existente, poderemos estruturar uma rede capaz de atender novos consumidores e estimular a instalação de empreendimentos no município”, explicou o diretor-presidente.
Biometano em Sergipe
Outra frente da Sergas é a inclusão do biometano na rede de distribuição. A companhia realizou um estudo sobre o potencial de produção do combustível em Sergipe e lançou uma chamada pública para identificar fornecedores interessados em comercializar o produto.
O biometano é obtido a partir da purificação do biogás produzido por resíduos orgânicos e pode ser injetado na mesma infraestrutura utilizada pelo gás natural, desde que cumpra as especificações técnicas e regulatórias.
Sergipe ainda não possui usinas de biometano em operação. A estratégia da companhia é estimular o desenvolvimento de projetos de produção no estado e utilizar a rede já instalada para distribuir o combustível, evitando a necessidade de uma infraestrutura paralela.
A Sergas também prevê a adoção de mecanismos de rastreabilidade para identificar a origem renovável do gás comercializado. “Queremos preparar a Sergas para o futuro, aproveitando a rede que já existe e criando condições para que o biometano produzido em Sergipe possa chegar aos consumidores com segurança, qualidade e rastreabilidade”, afirmou Alan Lemos.
*Informações do site Movimento Econômico.


