QUASE METADE DOS PEQUENOS EMPREENDEDORES NA BAHIA USAM IA, DIZ SEBRAE

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Foto: Foto: Ilana Pêpe/ASN Ba /DivulgaçãoUma pesquisa do Sebrae-BA, de janeiro de 2026, aponta que 47% dos pequenos empreendedores baianos usam soluções de IA em alguma atividade da empresa. O levantamento também indica que 43% consideram o marketing digital um dos temas mais importantes para aperfeiçoar equipes, enquanto 42% destacam criatividade e inovação. Apesar do interesse crescente, incorporar essas ferramentas ao cotidiano da empresa ainda exige superar dificuldades que nem sempre estão relacionadas ao dinheiro.
O desafio começa antes mesmo da escolha da tecnologia. É preciso identificar o que pode ser melhorado, avaliar alternativas e encontrar tempo para aprender a utilizá-la. Para quem administra um pequeno comércio, essas decisões precisam ser tomadas enquanto a operação segue. Falta de conhecimento, dificuldades de planejamento e desorganização dos processos estão entre as principais barreiras apontadas por Ítalo Guanais, gestor regional do Sebrae-BA em Salvador. “O custo importa, principalmente para os negócios que trabalham com margens apertadas e pouco capital disponível para investir. Mas, na minha avaliação, ele não é o único obstáculo e, muitas vezes, nem é o principal”, disse em entrevista ao Jornal A Tarde.
A distância entre reconhecer a importância da inovação e conseguir colocá-la em prática também aparece nas necessidades de capacitação dos empreendedores. Na pesquisa do Sebrae, vendas e gestão figuram entre as áreas nas quais os pequenos negócios mais precisam de apoio, citadas por 66% e 60% dos participantes, respectivamente. São atividades diretamente relacionadas à organização da empresa e à capacidade de transformar informações em decisões.
A preocupação está na base de uma experiência desenvolvida em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Em parceria com a prefeitura, o Sebrae acompanhou 30 empresas dos segmentos de alimentos, moda e material de construção por meio do programa Renova Varejo. A iniciativa utilizou diagnósticos para avaliar a evolução dos estabelecimentos em cinco dimensões: gestão, estoque, vendas, marketing e digitalização.


