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PETRÓLEO DISPARA 4% E BARRIL DO BRENT SUPERA US$ 113

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PETRÓLEO DISPARA 4% E BARRIL DO BRENT SUPERA US$ 113
Foto: Divulgação

O preço do petróleo subiu cerca de 4% nesta quinta-feira (22), com o barril do Brent, referência internacional da commodity, ultrapassando US$ 113,17. A cotação atingiu o maior patamar desde maio, impulsionada pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pelos riscos de interrupção no transporte mundial de petróleo.

O valor registrado nesta quinta-feira é o mais elevado desde 4 de maio, quando o barril encerrou o pregão cotado a US$ 114,44.

A escalada das tensões na região aumentou a preocupação dos investidores com a segurança das rotas marítimas utilizadas para transportar combustíveis, especialmente no Estreito de Ormuz, uma das principais passagens estratégicas para o comércio global de petróleo.

Mais cedo, o Irã informou que sete navios petroleiros foram incendiados após serem atingidos diretamente por ataques ou por minas instaladas no Estreito de Ormuz.

Também surgiram relatos de ataques iranianos contra instalações da Arábia Saudita, ampliando a preocupação com possíveis impactos sobre a produção e a distribuição de petróleo na região.

O cenário de insegurança nas rotas marítimas pode elevar os custos de transporte e seguro, além de pressionar os preços internacionais caso haja redução efetiva da oferta da commodity.

As tensões aumentaram após um ataque atribuído ao grupo rebelde iemenita Houthis, apoiado pelo Irã, contra o Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, na Arábia Saudita. A ofensiva, ocorrida na noite de quarta-feira (21), deixou duas pessoas mortas e outras oito feridas, segundo as informações divulgadas.

Na sexta-feira (16), uma coalizão liderada pela Arábia Saudita também informou ter interceptado um míssil lançado em direção a uma cidade considerada estratégica para o país.

A valorização do Brent é acompanhada de perto por governos, empresas e investidores devido à influência da commodity sobre os custos de energia e transporte.

Caso a alta internacional persista, poderá aumentar a pressão sobre os preços dos combustíveis e os custos de produção em diferentes economias. Os efeitos sobre os valores cobrados dos consumidores, porém, dependem de fatores como câmbio, custos de importação, políticas de preços e condições do mercado interno.

A evolução do conflito no Oriente Médio e a segurança do transporte marítimo devem continuar entre os principais fatores de influência sobre as cotações do petróleo.

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