PESQUISA MOSTRA ALTA NA INADIMPLÊNCIA DE ALUGUÉIS MAIS BARATOS NO BRASIL


Foto: Crédito: ReproduçãoOs aluguéis de até R$ 1 mil continuam com as maiores taxas de inadimplência do mercado, apesar da redução dos atrasos em setembro. Nessa faixa, o índice ficou em 5,99% nos imóveis residenciais e em 7,41% nos comerciais, segundo o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), da Superlógica.
Os dois segmentos tiveram melhora em relação a agosto: a taxa residencial caiu 0,14 ponto percentual, enquanto a comercial recuou 0,24 ponto percentual. Ainda assim, permaneceram acima da média brasileira, de 2,93%.
“Mesmo com a queda no mês, as faixas de aluguel mais baixo continuam concentrando taxas de inadimplência significativamente superiores à média nacional. É um dado importante porque mostra que a melhora do índice agregado não acontece de maneira uniforme entre os diferentes perfis de imóveis e valores de locação”, afirma Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica.
Entre os imóveis residenciais, a inadimplência dos aluguéis acima de R$ 13 mil ficou próxima à registrada na faixa mais barata. O indicador passou de 5,96% em agosto para 5,75% em setembro.
Nas locações comerciais acima de R$ 13 mil, houve redução de 4,50% para 4,32%. Já a faixa de R$ 2 mil a R$ 3 mil apresentou os menores índices nos dois segmentos: 1,72% nos residenciais e 3,28% nos comerciais.
Brasil registra menor taxa desde 2023
No conjunto do mercado, a inadimplência caiu de 3,11% em agosto para 2,93% em setembro, o menor resultado desde o início da série histórica, em abril de 2023. Um ano antes, em setembro de 2025, a taxa era de 3,80%.
Gonçalves avalia que o resultado é positivo, mas ressalta que os juros elevados e a pressão sobre o orçamento das famílias podem comprometer o pagamento dos aluguéis.
Por tipo de imóvel, os comerciais mantiveram a maior taxa, de 4,11%, seguidos pelas casas, com 3,23%, e pelos apartamentos, com 2,12%. Todas as categorias registraram queda no mês.
Nordeste tem maior inadimplência regional
A redução nacional não se repetiu na maior parte das regiões. O Nordeste passou de 5,07% para 5,08% e manteve a maior taxa do país. Também houve aumento no Norte, de 4,35% para 4,45%, e no Sul, de 2,70% para 2,79%.
O Centro-Oeste registrou oscilação de 2,60% para 2,62%, mas permaneceu com o menor índice regional pelo segundo mês consecutivo. Apenas o Sudeste apresentou queda, de 2,86% para 2,76%.
Com informações do Correio


