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MINERADORA PREVÊ INVESTIMENTO DE ATÉ R$ 11,5 BILHÕES EM POTÁSSIO OFFSHORE EM SERGIPE

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Plataformas da Petrobras que exploram potássio
Plataformas da Petrobras que exploram potássio - Foto: Ascom/Sedetec

Com o objetivo de explorar potássio offshore no litoral de Aracaju, a South Atlantic Potash (SAP), empresa brasileira do setor de mineração, tem a intenção de investir entre R$ 10,5 bilhões e R$ 11,5 bilhões.

É prevista a produção de 2 milhões de toneladas de cloreto de potássio por ano e é estimado um potencial geológico de 3,5 bilhões de toneladas de silvinita. Esse volume poderá atender aproximadamente 14% do consumo brasileiro do fertilizante, reduzindo a dependência das importações.

Os números foram revelados pelo CEO da South Atlantic Potash, Bonzi Yokomizo. Segundo o executivo, o empreendimento poderá chegar à pré-operação ou operação em um prazo de 50 a 60 meses. Caso o cronograma seja cumprido, o início das atividades poderá ocorrer entre o fim de 2030 e 2031.

Segundo Bonzi Yokomizo, o projeto é escalonável. Embora a capacidade inicial prevista seja de 2 milhões de toneladas por ano, a produção poderá ser ampliada gradualmente e ultrapassar 10 milhões de toneladas anuais de cloreto de potássio.

O CEO da South Atlantic Potash, SAP, engenheiro de minas, Bonzi Yokomizo, diz que o começo da exploração deve ocorrer em 60 meses Foto: Ascom/Governo de Sergipe

O empreendimento ainda depende de sondagens confirmatórias, licenciamento ambiental, estudos de viabilidade econômica e decisão final de investimento.

De acordo com Bonzi Yokomizo, engenheiro de minas, com mais de 40 anos de experiência internacional, a empresa fundada em setembro de 2015 tem outros quatro sócios.

Menos importações

O Brasil importa mais de 96% do cloreto de potássio que consome, segundo dados apresentados pela South Atlantic Potash. O mineral é uma das principais matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes. Essa dependência expõe o agronegócio brasileiro às oscilações internacionais de preços e aos riscos de abastecimento.

De acordo com Yokomizo, a produção projetada para Sergipe poderá substituir importações equivalentes a US$ 600 milhões a US$ 800 milhões anuais, dependendo das cotações internacionais. “O ganho mais importante é a segurança de abastecimento, reduzindo a dependência do Brasil de importações do fertilizante em cenários de choques no mercado externo”, afirmou o executivo em informações divulgadas pela empresa.

O percentual de participação no consumo nacional considera uma demanda de aproximadamente 14 milhões de toneladas anuais. Entretanto, essa proporção poderá variar com o crescimento do mercado brasileiro.

Levantamento geológico

A South Atlantic Potash analisou dados geológicos de toda a costa brasileira antes de selecionar quatro alvos de interesse. Entre eles, a região do Baixo Mosqueiro, em Aracaju, apresentou condições favoráveis à exploração mineral. A empresa adquiriu um banco de dados da Petrobras, com informações de levantamentos sísmicos e perfurações realizadas ao longo de décadas.

Segundo Yokomizo, a área escolhida fica a aproximadamente 20 quilômetros da costa. Nesse trecho, a lâmina d’água tem profundidade média de apenas 30 metros. Os depósitos minerais, porém, estão localizados cerca de 2,5 quilômetros abaixo do leito marinho.

Além das características geológicas, a proximidade com a infraestrutura portuária, rodoviária e energética contribuiu para a escolha. O executivo explicou que essas condições poderão reduzir a complexidade tecnológica e os custos de implantação e operação.

*Com informações do site Movimento Econômico.

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