ECONOMIA: MERCADO PIORA PROJEÇÕES PARA 2026 E 2027


Foto: reprodução internetO mercado financeiro elevou as projeções para a inflação brasileira e reduziu as estimativas de crescimento econômico para 2026 e 2027. Os novos números foram divulgados nesta terça-feira (3), pelo Banco Central, por meio do Boletim Focus, levantamento semanal que reúne as expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores da economia.
De acordo com a pesquisa, a previsão de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,19% para 5,22% em 2026. Para 2027, a estimativa subiu de 4,34% para 4,76%.
Ao mesmo tempo, a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,80% para 1,76% neste ano. Para 2027, a projeção recuou de 1,31% para 1,20%.
As revisões indicam uma perspectiva de inflação mais elevada e expansão econômica mais moderada nos próximos dois anos.
INFLAÇÃO FICA ACIMA DO TETO DA META
A projeção de 5,22% para o IPCA em 2026 permanece acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
O objetivo central é manter a inflação em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Dessa forma, o limite máximo permitido é de 4,5%.
Para 2027, a expectativa de inflação também apresentou aumento significativo, passando de 4,34% para 4,76%. Essa foi a terceira semana consecutiva de alta na projeção.
Para os anos seguintes, o mercado também revisou as estimativas para cima:
2028: de 3,75% para 4%;
2029: de 3,51% para 3,98%.
MERCADO REDUZ PROJEÇÃO DE CRESCIMENTO DO PIB
As estimativas para o crescimento da economia brasileira também sofreram revisões negativas.
Para 2026, a previsão de expansão do PIB passou de 1,80% para 1,76%, registrando a terceira queda consecutiva.
Já para 2027, a projeção caiu de 1,31% para 1,20%.
O Produto Interno Bruto representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é utilizado para medir o desempenho da atividade econômica.
A redução das estimativas indica que os economistas consultados pelo Banco Central esperam um ritmo mais moderado de crescimento nos próximos anos.
JUROS E DÓLAR TAMBÉM TÊM PROJEÇÕES ELEVADAS
Além da inflação, o Boletim Focus mostrou aumento nas expectativas para a taxa básica de juros, a Selic, e para a cotação do dólar.
A previsão para a Selic no encerramento de 2026 passou de 13,25% para 13,50% ao ano. Para 2027, a estimativa subiu de 11,75% para 12,50%.
No câmbio, a projeção para o dólar ao final de 2026 avançou de R$ 5,05 para R$ 5,34. Para 2027, a expectativa passou de R$ 5,15 para R$ 5,40.


