DESMATAMENTO: "CHEGAR AO MENOR NÚMERO DA HISTÓRIA FOI UM FEITO FUNDAMENTAL", DIZ MINISTRO


Foto: Polícia Federal/Gov.BrO ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, exaltou os avanços obtidos na redução do desmatamento no Brasil. Durante o programa Bom Dia, Ministro desta quarta-feira (28/10), ele destacou os índices históricos obtidos pelo país.
"A taxa de desmatamento foi a menor taxa da história desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) iniciou o Prodes, Programa de Monitoramento por Imagem de Satélite, em 1988. Chegar ao menor número da história foi um feito fundamental e extremamente relevante. Nós temos que comemorar muito", afirmou Capobianco.
Os dados do INPE indicam que o desmatamento na Amazônia foi de 3.335 km² entre agosto de 2025 e julho de 2026. Isso representa uma redução de 41,8% em relação ao período anterior, quando foram registrados 5.731 km². É a menor taxa da série histórica, iniciada em 1988. Outro destaque foi a redução no Cerrado, onde o desmatamento foi de 5.516,69 km², com diminuição de 23,8% em relação aos 7.235,27 km² do período anterior. É o menor valor da série histórica do bioma, iniciada em 2001.
"A Amazônia e o Cerrado foram responsáveis por evitar a emissão de gases de efeito estufa equivalentes à do Japão. Tudo que o Japão emitiu em um ano, o Brasil deixou de emitir só com essa redução na Amazônia e no Cerrado", disse o ministro.
"A Amazônia e o Cerrado foram responsáveis por evitar a emissão de gases de efeito estufa equivalentes à do Japão. Tudo que o Japão emitiu em um ano, o Brasil deixou de emitir só com essa redução na Amazônia e no Cerrado. É um feito absolutamente enorme, que precisa ser comemorado e valorizado. Certamente muito valorizado agora, na COP31, que ocorrerá na Turquia a partir do dia 9 de novembro", frisou o ministro.
Ele destacou que a redução do desmatamento não se restringiu à Amazônia e ao Cerrado. "O desmatamento caiu em todos os seis biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Pampa. Todos os biomas, sem exceção, tiveram redução de desmatamento no ano 2025. É uma conquista fundamental do Brasil", declarou o ministro.
FLORESTAS TROPICAIS
O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) também foi abordado por Capobianco. Trata-se de um mecanismo inovador e global de financiamento que combina capital soberano e filantrópico com investimentos privados para criar um fundo capaz de gerar pagamentos anuais, baseados em resultados, para países que consigam conservar ou expandir suas florestas tropicais. O Fundo foi formalmente lançado pelo governo brasileiro na COP30, em Belém (PA), no ano passado.
Nesta segunda-feira (26/10), os Países Baixos anunciaram que vão investir 500 milhões de dólares no TFFF, elevando o total de investimentos já anunciados no fundo a 7,8 bilhões de dólares. O anúncio ocorre um mês após o Reino Unido anunciar a intenção de investir 400 milhões de libras (aproximadamente 540 milhões de dólares) no fundo.
"É um feito histórico, porque qual é o objetivo dele? É garantir que aquele que preserva a floresta seja reconhecido e seja remunerado por preservar a floresta", lembrou o ministro. "É mais do que um reconhecimento, é mais do que um apoio financeiro para proteger. É apoio financeiro para coibir o desmatamento. É apoio financeiro para quem resolveu preservar, para quem tem aquele excedente de floresta", prosseguiu Capobianco.
O ministro declarou que o Fundo Florestas Tropicais para Sempre deve ser um dos destaques da COP31. "Ganhamos mais um impulso e temos a expectativa de que a gente possa ter excelentes notícias durante a COP31. Todo mundo que está protegendo a floresta terá direito a receber uma contribuição com base nos recursos do TFFF. Eu espero que em breve o fundo comece a funcionar para que a floresta em pé, além de toda a importância que ela tem para o meio ambiente, também possa gerar rendimentos para quem a protege", concluiu.
*Informações da Secom da Presidência da República.


