CONTAS PÚBLICAS REGISTRAM DÉFICIT DE R$ 5,5 BILHÕES EM SETEMBRO, DIZ BC


Foto: Edu Garcia/R7As contas do setor público consolidado brasileiro fecharam setembro de 2026 com déficit primário de R$ 5,5 bilhões. No mesmo período, a dívida bruta do país chegou a R$ 11,1 trilhões, equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Banco Central (BC), no Boletim de Estatísticas Fiscais.
Apesar do resultado negativo, o déficit de setembro foi menor que o registrado em agosto, quando chegou a R$ 10 bilhões. O levantamento considera as contas do governo federal, dos estados, dos municípios e das empresas estatais.
Na divisão por setores, o governo central apresentou superávit de R$ 3,5 bilhões em setembro. Já os governos regionais registraram déficit de R$ 5,3 bilhões, enquanto as empresas estatais tiveram resultado negativo de R$ 3,4 bilhões.
O déficit primário representa o resultado negativo entre receitas e despesas públicas, sem considerar o pagamento dos juros da dívida. Quando as receitas superam as despesas, ocorre superávit.
No acumulado de 12 meses, o setor público consolidado registrou déficit de R$ 70,1 bilhões, equivalente a 0,52% do PIB. O percentual representa uma redução de 0,09 ponto percentual em relação ao resultado acumulado até agosto.
A dívida bruta do governo geral atingiu 82,9% do PIB em setembro, com crescimento de 0,3 ponto percentual em relação ao mês anterior.
O indicador inclui as obrigações financeiras do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), dos estados e dos municípios.
Segundo o Banco Central, o aumento foi influenciado principalmente pelos juros nominais incorporados à dívida, pela desvalorização cambial e pela variação do PIB nominal.
Outro indicador acompanhado pelo BC, a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), chegou a R$ 9,4 trilhões em setembro, correspondendo a 70% do PIB.
O resultado representa um aumento de 0,7 ponto percentual em relação ao mês anterior.
De acordo com o Banco Central, a elevação foi influenciada pelos juros nominais, pelo déficit primário, pelos ajustes da dívida externa líquida, pela desvalorização cambial e pelos efeitos da variação do PIB nominal.
A dívida bruta representa o total das obrigações financeiras assumidas pelo governo. Já a dívida líquida considera também os ativos financeiros do setor público, como reservas internacionais e aplicações, descontando esses valores do total devido.
Os indicadores são utilizados para acompanhar a situação fiscal brasileira e avaliar a evolução do endividamento e das contas públicas.


