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CANDIDATOS À PRESIDENCIA SE MANIFESTAM APÓS VITÓRIA DE LULA

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CANDIDATOS À PRESIDENCIA SE MANIFESTAM APÓS VITÓRIA DE LULA
Foto: Foto: Ana Branco / O Globo

Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversários que disputaram o primeiro turno da eleição presidencial se manifestaram sobre o resultado neste domingo. Entre os posicionamentos, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), reconheceu a decisão das urnas, enquanto Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato pelo Missão, atribuiu a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) à arrogância do bolsonarismo.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan afirmou que a vitória de Lula não foi resultado de um bom governo, mas da rejeição à família Bolsonaro e à postura de seus aliados. Para ele, a direita precisa rever a estratégia política e abandonar a ideia de que ser de direita significa necessariamente apoiar os Bolsonaro.

— Uma vitória que não foi construída em cima de um governo bom. O governo Lula foi um governo fraco. Uma vitória que foi construída em cima da arrogância da família Bolsonaro e dos membros daquilo que a gente chama de bolsonarismo — afirmou.

Renan criticou o que considera uma valorização excessiva do desempenho nas redes sociais, com vídeos, danças e números de visualizações, sem resultados políticos correspondentes. Segundo ele, a postura afastou eleitores que, em disputas anteriores, votaram contra o PT, mas que desta vez optaram por Lula por rejeitarem a possibilidade de um novo governo Bolsonaro.

— Você não vai conseguir vencer o PT desse jeito. Mentindo pro eleitor, dançando, votando em corrupto — disse.

O ex-candidato também citou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) como referência para a construção de uma oposição ao PT. Renan lembrou as duas vitórias de FHC sobre Lula no primeiro turno, em 1994 e 1998, e defendeu uma postura de respeito ao adversário, em contraste com o comportamento que atribuiu ao bolsonarismo.

Caiado diz que democratas devem respeitar decisão da maioria

Em entrevista coletiva em Goiânia, Caiado afirmou que defendia uma renovação política, mas reconheceu o resultado da eleição. O governador havia apoiado Flávio Bolsonaro no segundo turno.

— Uma renovação. Era esse o ponto que todos nós lutamos favoravelmente a ele. Era buscar essa virada de página. Acreditamos nessa ideia. Mas nós, como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração. Essa sempre foi a nossa característica — declarou.

O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), também reconheceu o resultado e afirmou que a votação representa a vontade popular. Ele disse esperar que Lula conduza um governo com responsabilidade fiscal e sem retaliações a estados governados por adversários políticos.

— A votação das urnas é soberana. Democratas como somos, temos que reconhecer o resultado das urnas, a vontade do povo brasileiro. O que nós queremos é que tenhamos um governo diferente, numa política de responsabilidade fiscal, numa política de não retaliação àqueles governos e estados que não são aliados políticos — afirmou.

Augusto Cury ainda não se manifestou

O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante), que também disputou o primeiro turno da eleição presidencial, ainda não havia se manifestado sobre a vitória de Lula até a publicação desta matéria. Em 8 de outubro, ele declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, após uma conversa por videochamada com o senador.

Zema contesta eleição e fala em “golpe à la Venezuela”

Já o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), contestou o processo eleitoral e comparou o resultado a um “golpe à la Venezuela”. “Fez a mesma coisa que o ditador da Venezuela fez, prorrogando a eleição”, escreveu Zema.

O ex-governador também classificou a disputa como “a eleição mais mentirosa” que já viu e acusou adversários de espalhar notícias falsas sem sofrer consequências. Ele afirmou ainda que o país continuará enfrentando problemas na educação, na segurança pública e na atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao encerrar a publicação, Zema criticou os próximos quatro anos de governo petista e escreveu: “Mas agora vamos trabalhar, que vem aí mais 4 anos de farra pra sustentar. A conta vai continuar chegando. Porém cada vez mais alta”.

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