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BRASIL AMPLIA DISTÂNCIA E SEGUE COM O MAIOR JURO REAL DO MUNDO APÓS COPOM MANTER SELIC; VEJA RANKING

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BRASIL AMPLIA DISTÂNCIA E SEGUE COM O MAIOR JURO REAL DO MUNDO APÓS COPOM MANTER SELIC; VEJA RANKING
Foto: © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Brasil ampliou a distância para o segundo colocado e segue com o maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manter a Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (4).

O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, o indicador no país ficou em 9,49%.

A Turquia passou a ocupar a segunda colocação, com juros reais de 7,77%. A Argentina ficou em terceiro, com 6,80%. Os dois países desbancaram a Rússia, que caiu do segundo para o quarto lugar, com 6,57%.

Na decisão anterior, em setembro, a Rússia ocupava a segunda posição, e a diferença para o Brasil era de 1,66 ponto percentual. Agora, com a Turquia em segundo, a distância aumentou para 1,72 ponto percentual.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou afirmou que a alta das expectativas de inflação para os próximos 12 meses reduziu os juros reais na maioria dos países, em meio às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio.

No Brasil, a instituição destacou ainda as dúvidas sobre a trajetória dos juros após as eleições, em meio às discussões sobre a política fiscal, à desvalorização do real e à pressão na curva de juros.

Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países.

O levantamento também mostra que, entre 164 países:

• 85,98% mantiveram os juros inalterados;

• 9,15% elevaram as taxas;

• e 4,88% promoveram cortes.

No grupo dos 40 países que compõem o ranking:

• 85% mantiveram os juros;

• 10% elevaram as taxas;

• e 5% realizaram cortes.

Manutenção da Selic

Nesta quarta-feira, o Copom manteve a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos.

A decisão ocorre em um cenário de maior incerteza. Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o mercado elevou as projeções para inflação, dólar e juros, enquanto a moeda americana disparou e a bolsa registrou forte queda.

A preocupação com as contas públicas também ganhou força diante da reação dos mercados ao resultado eleitoral.

No exterior, a escalada das tensões no Oriente Médio e a alta do petróleo aumentam as pressões sobre a inflação, com possível impacto sobre os combustíveis no Brasil.

Juros nominais

Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação projetada), a taxa brasileira manteve a quarta posição, ficando atrás da Rússia.

Veja abaixo:

• Turquia: 36%

• Argentina: 29%

• Rússia: 14%

• Brasil: 13,75%

• Colômbia: 12,25%

• África do Sul: 7,25%

• México: 6,50%

• Indonésia: 5,75%

• Hungria: 5,50%

• Índia: 5,50%

• Filipinas: 5,50%

• Austrália: 4,85%

• Chile: 4,50%

• Hong Kong: 4,25%

• Estados Unidos: 4%

• Polônia: 3,75%

• Reino Unido: 3,75%

• República Tcheca: 3,75%

• Israel: 3,25%

• China: 3%

• Coréia do Sul: 3%

• Malásia: 2,75%

• Nova Zelândia: 2,75%

• Alemanha: 2,65%

• Áustria: 2,65%

• Espanha: 2,65%

• Grécia: 2,65%

• Holanda: 2,65%

• Portugal: 2,65%

• Bélgica: 2,65%

• França: 2,65%

• Itália: 2,65%

• Canadá: 2,50%

• Dinamarca: 2,10%

• Taiwan: 2%

• Suécia: 1,75%

• Cingapura: 1,42%

• Japão: 1,25%

• Tailândia: 1%

• Suíça: 0%

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