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BRACELL TEM SUA PRIMEIRA MULHER TRANS EM CARGO DE LIDERANÇA

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BRACELL TEM SUA PRIMEIRA MULHER TRANS EM CARGO DE LIDERANÇA

Aos 31 anos, Darllene Martins acumula experiências profissionais em diferentes áreas. Antes de iniciar a trajetória na Bracell – uma das líderes globais em celulose solúvel e especial – trabalhou como garçonete, recepcionista, atendente de telemarketing, atendente de padaria e, também, na embalagem de produtos em uma fábrica de cadeiras. Foi justamente nessa última experiência que uma colega comentou com Darllene sobre uma oportunidade na fábrica de papéis da companhia, em Lençóis Paulista (SP).

O desafio, porém, exigia coragem: trocar um emprego formal por um contrato temporário de apenas 10 dias como auxiliar de expedição na Bracell Papéis, sem garantia de continuidade. “Eu resolvi agarrar esta oportunidade, porque queria muito crescer. Pouco a pouco, fui me destacando, como auxiliar de expedição, na área de carregamento. Fui auxiliar destaque e, a cada dia, conquistando meu lugar”, relembra.

O contrato foi estendido por um mês e o bom desempenho, aliado à facilidade de relacionamento e à disposição para aprender, logo resultou na efetivação, dando início a uma trajetória de crescimento na empresa. Quase 2 anos depois, Darllene ocupa o cargo de líder de logística e se tornou a primeira mulher trans a alcançar uma posição de liderança na empresa.

Investimentos em desenvolvimento profissional

Desde o início, Darllene passou a ampliar os conhecimentos sobre a operação e a assumir novas responsabilidades. Incentivada por uma de suas lideranças a identificar uma área com a qual tivesse afinidade, ela também passou a investir na formação. Atualmente, cursa Gestão de Pessoas e tem interesse em atuar futuramente na área de recrutamento e seleção, contribuindo para ampliar oportunidades e promover ambientes de trabalho cada vez mais diversos e inclusivos.

A trajetória profissional ganhou novo capítulo quando a profissional participou de processo seletivo interno e conquistou a posição de liderança. “Eu até pensei: será que estou pronta? Fiz o processo seletivo com outras pessoas, passei e hoje sou a primeira mulher trans a ocupar uma posição de liderança na Bracell. Isso é mais uma honra”, celebra.

Um marco de representatividade

Para Darllene, a conquista também simboliza um marco de representatividade e está relacionada à experiência que teve na empresa desde o início. “O que eu gostaria de levar é a bandeira da diversidade, da representatividade. A Bracell é, de fato, uma empresa diversa e inclusiva, que olha para as minorias e para o profissional. Quero representar esperança para que outras pessoas trans possam me ver como exemplo e pensar: se a Darlene conseguiu, eu também consigo”, destaca.

A trajetória da profissional reforça a importância de iniciativas de diversidade e inclusão que contribuam não apenas para ampliar a diversidade nas organizações, mas também para criar oportunidades de desenvolvimento e crescimento profissional. Ao assumir uma posição de liderança, ela também amplia a representatividade de pessoas trans em espaços de decisão e gestão. “Entrei para um trabalho de 10 dias e já vai fazer quase 2 anos que estou aqui, crescendo, degrau por degrau. De auxiliar, alcancei um cargo de liderança”, resume Darllene.

Diversidade e Ação

Além de criar oportunidades de crescimento, a Bracell também tem atuado para ampliar a inclusão, o respeito e a equidade dentro da companhia por meio de programas como o Diversidade e Ação, que conta com comitês de diversidade racial, de gênero, LGBTQIA+ e de pessoas com deficiência (PCDs). Na Bahia, por exemplo, a iniciativa integra as políticas de promoção, valorização e inclusão de diferentes grupos sociais na empresa. Nesse contexto, a companhia conquistou o Selo da Diversidade LGBT+, concedido pela Prefeitura de Salvador, reforçando o compromisso da Bracell com o respeito, a valorização e a empregabilidade da comunidade LGBTQIA+.

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