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BAHIA DEVE REGISTRAR SAFRA RECORDE DE GRÃOS EM 2026

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BAHIA DEVE REGISTRAR SAFRA RECORDE DE GRÃOS EM 2026
Foto: Foto: Mateus Pereira/GOVBA

A Bahia deve alcançar uma produção recorde de grãos em 2026, com estimativa de 14 milhões de toneladas, crescimento de 8,7% em relação ao ano anterior. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a setembro e analisado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

O resultado é impulsionado principalmente pelo desempenho da soja e do milho, além das perspectivas positivas para outras culturas importantes da agricultura baiana. A área plantada de grãos está estimada em 3,75 milhões de hectares, aumento de 2,9% em comparação com 2025. Já a produtividade média deve crescer 5,7%, chegando a 3,72 toneladas por hectare.

A soja continua como principal destaque da produção agrícola estadual. A expectativa é de uma colheita de 9,16 milhões de toneladas, alta de 6,5% em relação ao ano passado. A área cultivada deve alcançar aproximadamente 2,18 milhões de hectares, enquanto a produtividade média está estimada em 4,2 toneladas por hectare, avanço de 4,8%.

O milho também apresenta perspectivas favoráveis. Somadas, as duas safras previstas pelo IBGE devem atingir 3,29 milhões de toneladas, crescimento de 20,1% em relação a 2025. A primeira safra tem produção estimada em 2,09 milhões de toneladas, enquanto a segunda deve alcançar 1,2 milhão de toneladas, aumento de 48,8% na comparação anual. A expansão da demanda pelo cereal também está associada ao consumo na produção de etanol por indústrias instaladas na Bahia.

Outra cultura de destaque é o algodão, cuja produção de algodão em caroço e pluma poderá atingir 1,85 milhão de toneladas, crescimento de 2,8%. Com área plantada estimada em 410 mil hectares, a Bahia mantém sua posição de maior produtora da Região Nordeste e segunda maior do Brasil, respondendo por 19,4% da produção nacional, conforme o levantamento.

Em sentido contrário, o feijão deve registrar redução de 10,3% na produção, com previsão de 168 mil toneladas. A queda está relacionada, entre outros fatores, à redução da área cultivada e à menor rentabilidade, que levou produtores a destinar parte das terras para culturas consideradas mais atrativas.

Na cafeicultura, a expectativa é de uma produção de 271 mil toneladas em 2026, crescimento de 3,4%. A variedade canéfora, que inclui o conilon, deve alcançar 187 mil toneladas, enquanto o café arábica tem previsão de 84 mil toneladas, com recuo de 5,4% em relação ao ano anterior.

Entre outras culturas, o cacau apresenta perspectiva de crescimento de 15,4%, com produção estimada em 137 mil toneladas. Já a cana-de-açúcar deve registrar queda de 11,9%, totalizando 5,5 milhões de toneladas.

Na fruticultura, a estimativa é de 897 mil toneladas de banana, 633 mil toneladas de laranja e 154 mil toneladas de uva. O destaque fica para a uva, cuja produção deve aumentar 50,9%, impulsionada pela expansão da área colhida e pelo ganho de produtividade.

Para o ciclo agrícola 2026/2027, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção baiana de grãos alcance 15,14 milhões de toneladas, volume praticamente estável em relação à temporada anterior.

A projeção considera uma expansão de 2,7% na área plantada, que poderá chegar a 4,19 milhões de hectares. Esse avanço deve compensar a redução prevista de 2,6% na produtividade média, estimada em 3,61 toneladas por hectare.

Segundo a Conab, a soja deve produzir 9,21 milhões de toneladas no próximo ciclo, queda de 2,6%, apesar do aumento previsto de 2% na área cultivada. Para o milho, a expectativa é de 3,42 milhões de toneladas, crescimento de 5,6%.

O levantamento também aponta perspectivas de aumento de 17,7% na produção de sorgo, que poderá alcançar 835 mil toneladas. Já o algodão deve registrar redução de 2,9% na produção, enquanto o feijão tem previsão de queda de 4,4%.

As estimativas indicam que a agricultura continuará desempenhando papel importante na economia baiana, com destaque para a soja, o milho e o algodão. Apesar das diferenças entre as culturas, a ampliação da área plantada e os ganhos de produtividade sustentam a expectativa de uma safra recorde em 2026, enquanto o próximo ciclo deverá manter a produção em patamar elevado.

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