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ALCKMIN CRITICA "SUPERSALÁRIOS" E DEFENDE NOVO AJUSTE FISCAL NA BAHIA

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ALCKMIN CRITICA "SUPERSALÁRIOS" E DEFENDE NOVO AJUSTE FISCAL NA BAHIA
Foto: Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu o combate aos chamados “supersalários” como parte de uma estratégia para equilibrar as contas públicas. Durante visita a Salvador, nesta quinta-feira (15), ele afirmou que um eventual novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá priorizar a redução de privilégios e desperdícios, sem concentrar os cortes de despesas sobre a população mais vulnerável.

Em encontro com empresários baianos, Alckmin também destacou a necessidade de simplificar o sistema tributário brasileiro, que classificou como um “manicômio tributário”. Para ele, mudanças na cobrança de impostos podem contribuir para estimular os investimentos, ampliar as exportações e fortalecer a economia nacional.

Ao abordar o controle dos gastos públicos, o vice-presidente afirmou que o ajuste fiscal é necessário, mas defendeu que as medidas considerem os diferentes grupos da sociedade. “Olha, ajuste fiscal nós defendemos. Agora, não é possível você fazer um ajuste fiscal em cima, por exemplo, do aposentado”, declarou.

Na sequência, Alckmin apontou os altos salários e os privilégios como alvos prioritários das medidas de contenção de despesas. “Nós vamos fazer ajuste fiscal em cima dos supersalários, dos privilégios de R$ 300 mil, de R$ 400 mil, de desperdício”, afirmou.

As declarações ocorrem em meio à disputa eleitoral e contrastam com a proposta de cortes de gastos apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula. Enquanto a oposição defende uma redução mais ampla das despesas públicas, Alckmin argumenta que o ajuste deve combater excessos sem penalizar aposentados e outros grupos considerados mais vulneráveis.

Durante o evento, o vice-presidente também celebrou o fim da escala 6×1 e ressaltou a importância de ampliar o Produto Interno Bruto (PIB) e a geração de empregos. Segundo a linha de argumentação apresentada, o equilíbrio fiscal deve caminhar junto com o crescimento econômico e a criação de oportunidades de trabalho.

Alckmin ainda defendeu mudanças que tornem o ambiente de negócios mais simples e favorável à produção. A proposta é combinar o controle seletivo das despesas com a simplificação tributária e o estímulo à atividade econômica, buscando ampliar a capacidade de investimento do país.

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