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PRÉVIA DA INFLAÇÃO EM SALVADOR DESACELERA EM OUTUBRO

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PRÉVIA DA INFLAÇÃO EM SALVADOR DESACELERA EM OUTUBRO
Foto: iStock

A prévia da inflação na Região Metropolitana de Salvador (RMS) desacelerou em outubro e ficou em 0,34%, ante 0,50% registrado em setembro. Apesar da alta menor, os preços de alimentos e combustíveis continuaram pressionando o orçamento das famílias. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O indicador, que antecipa a tendência da inflação oficial, considera os preços coletados entre 16 de setembro e 14 de outubro. O resultado da RMS ficou ligeiramente acima da média nacional, de 0,32%, e foi o sexto maior entre os 11 locais pesquisados, empatado com o da Região Metropolitana de São Paulo, que também registrou 0,34%.

As maiores altas foram observadas nas regiões metropolitanas de Belém (0,76%) e Belo Horizonte (0,59%), além de Goiânia (0,44%). Curitiba foi a única área a apresentar deflação, com queda de 0,27%.

No acumulado de 2026, a prévia da inflação na RMS chegou a 3,86%, abaixo dos 4,15% registrados no Brasil. O resultado foi o segundo menor entre os locais pesquisados, acima apenas do observado na Região Metropolitana de Curitiba (2,27%).

Considerando os 12 meses encerrados em outubro, o índice da RMS acumulou alta de 4,33%, também inferior à média nacional, de 4,62%. Nesse recorte, a região voltou a apresentar o segundo menor resultado, atrás apenas de Curitiba, com 2,43%.

Alimentos e combustíveis pressionam a inflação

O resultado de outubro foi influenciado pela alta dos preços em oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados. Embora tenha registrado o terceiro maior aumento médio, o grupo alimentação e bebidas, com avanço de 0,55%, foi o principal responsável pela pressão inflacionária na RMS devido ao peso dos alimentos no consumo das famílias.

A alimentação no domicílio subiu 0,74%, impulsionada principalmente pelos tubérculos, raízes e legumes, que tiveram alta de 9,45%. Entre os produtos com maiores aumentos estão o tomate (24,87%), a batata-inglesa (14,36%) e a cebola (11,60%). Também houve elevação nos preços das carnes (1,19%) e do arroz (5,49%).

Na direção oposta, as frutas registraram queda de 4,83%, com recuos nos preços da manga (-16,36%) e da banana-prata (-5,30%), ajudando a conter a alta dos alimentos.

O grupo transportes também contribuiu para o avanço do índice, com aumento de 0,37%. Após dois meses consecutivos de deflação, o segmento apresentou a quinta maior alta entre os grupos pesquisados e a segunda maior contribuição para o resultado da RMS.

Os combustíveis subiram 1,93%, com destaque para o óleo diesel, que avançou 7,19%, e a gasolina, com alta de 1,27%. Individualmente, a gasolina foi o item que mais pressionou a prévia da inflação na região. Em contrapartida, as passagens aéreas caíram 9,83%, registrando a maior contribuição para conter o índice em outubro.

Artigos de residência têm maior alta

Apesar de terem peso menor no cálculo do IPCA-15 da RMS, os artigos de residência apresentaram a maior alta média entre os grupos, com avanço de 1,02%. O resultado foi influenciado pelos itens de mobiliário, que subiram 1,58%. Os móveis para sala tiveram aumento de 2,93%, enquanto os destinados ao quarto ficaram 2,20% mais caros.

Educação foi o único grupo a registrar queda média de preços na região, com recuo de 0,04%. A redução foi influenciada principalmente pelos artigos de papelaria, que caíram 1,60%, incluindo os cadernos, com baixa de 2,33%. Os cursos de autoescola também apresentaram queda, de 0,84%.

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