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PF INVESTIGA VENDA ILEGAL DE MOUNJARO EM CONDOMÍNIO DE LUXO DE SALVADOR

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PF INVESTIGA VENDA ILEGAL DE MOUNJARO EM CONDOMÍNIO DE LUXO DE SALVADOR
Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (21), a Operação Efeito Colateral para investigar um esquema de importação e venda ilegal de medicamentos emagrecedores na Bahia e em outros estados. Em Salvador, agentes estiveram no condomínio de luxo Pedra do Sal, localizado na Rua Passárgada, em Itapuã, segundo informações da TV Bahia.

A operação investiga uma organização suspeita de adquirir na China substâncias utilizadas na fabricação de produtos à base de tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, e comercializá-las ilegalmente no Brasil por meio de redes sociais e grupos de aplicativos.

Ao todo, são cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em Salvador e Feira de Santana, na Bahia, além do Rio de Janeiro e de Brasília. A ação conta com o apoio da Polícia Militar da Bahia no cumprimento das medidas.

Investigação aponta possível falsificação

Segundo as investigações, há indícios de que a substância comercializada não tinha garantias de composição, qualidade e segurança. A apuração também identificou suspeitas de utilização de empresas e pessoas físicas para receber pagamentos, armazenar os produtos e organizar a distribuição.

De acordo com as informações divulgadas sobre a operação, o esquema teria financiamento do crime organizado. As investigações buscam esclarecer a origem dos produtos e a participação dos envolvidos na importação e comercialização irregular.

PF determina bloqueio de R$ 35 milhões

Além dos mandados de busca e apreensão, a operação prevê o sequestro de R$ 3,5 milhões em imóveis e veículos e o bloqueio de cerca de R$ 35 milhões.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a identidade dos alvos da operação.

Anvisa adverte

Medicamentos falsificados ou sem regularização sanitária podem não conter o princípio ativo indicado, apresentar concentração diferente da informada ou estar contaminados. Nesses casos, não há garantia de eficácia, segurança ou qualidade, o que pode comprometer o tratamento e causar danos à saúde.

A Anvisa também alerta para os riscos de comprar substâncias em pó pela internet e preparar injeções em casa. A falta de condições adequadas de esterilidade pode provocar contaminações e infecções graves, que, em casos extremos, podem evoluir para sepse. Para reduzir o risco de adquirir produtos falsificados ou irregulares, a orientação é comprar medicamentos apenas em farmácias e drogarias regularizadas, exigir a nota fiscal e conferir se a embalagem está completa, com identificação do fabricante, lote e demais informações do produto.

Também é importante desconfiar de ofertas com preços muito abaixo dos praticados no mercado, anúncios em redes sociais sem identificação confiável do vendedor e promessas de venda sem receita. A regularidade do medicamento pode ser consultada nos canais oficiais da Anvisa. Se houver suspeita de falsificação, o produto não deve ser utilizado; o consumidor deve procurar orientação de um profissional de saúde e comunicar o caso às autoridades sanitárias.

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