LIGAÇÃO COM MILÍCIA E VORCARO PODE DEIXAR FLÁVIO BOLSONARO INELEGÍVEL


Flávio Bolsonaro - Foto: Geraldo Magela/Agência SenadoAções movidas no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) podem deixar inelegível o senador e ex-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os processos acusam o parlamentar de influência em organizações criminosas armadas na votação e tratam sobre o financiamento do filme Dark Horse, que teria recebido recursos solicitados ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Nesta quinta-feira (5), após pedidos apresentados pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foram admitidas três ações de investigação judicial eleitoral (Aijes) pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.
Uma das ações trata do possível impacto eleitoral do controle territorial exercido por organizações criminosas no Rio de Janeiro. A campanha de Lula aponta supostas ligações de aliados de Flávio com milícias e com o Comando Vermelho e questiona se a atuação desses grupos pode ter influenciado o processo eleitoral.
A investigação deverá apurar se o controle armado de territórios e a influência de organizações criminosas foram utilizados para beneficiar a candidatura do senador.
As apurações vão avaliar possíveis práticas de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação social. Nesta etapa, o TSE analisou apenas os requisitos formais para o andamento das ações. As acusações serão examinadas durante a investigação. Em caso de condenação, Flávio e os demais investigados podem ser declarados inelegíveis.
Financiamento de Dark Horse
Outra Aije tem como foco o filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro. A campanha de Lula sustenta que recursos solicitados ao banqueiro Daniel Vorcaro podem ter beneficiado a candidatura de Flávio, seja por meio do próprio longa-metragem como peça de propaganda eleitoral, seja por outras destinações dos valores, inclusive nos Estados Unidos.
O processo vai apurar se houve uso de recursos financeiros de forma irregular e eventual benefício eleitoral ao senador.


