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IMPRENSA INTERNACIONAL DESTACA PRORROGAÇÃO DA VOTAÇÃO NO BRASIL E VÊ ELEIÇÃO 'ALTAMENTE IMPREVISÍVEL'

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IMPRENSA INTERNACIONAL DESTACA PRORROGAÇÃO DA VOTAÇÃO NO BRASIL E VÊ ELEIÇÃO 'ALTAMENTE IMPREVISÍVEL'
Foto: Ricardo Stuckert/PR/Carlos Moura/Agência Senado

Veículos de comunicação de diferentes países destacaram neste domingo (25) a prorrogação do horário de votação no Brasil e a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A decisão de estender o prazo até as 19h, anunciada após denúncias de dificuldades no transporte de eleitores e de condições climáticas adversas, repercutiu na imprensa europeia e americana, que acompanhou a votação e o início da apuração em tempo real.

Portugal

O jornal Público deu destaque à confusão registrada durante a votação no Brasil, levando o tema à capa da publicação.

Argentina

O Clarín ressaltou que a decisão de prorrogar o horário de votação foi expedida próximo ao horário em que as urnas deveriam ser fechadas, em meio à controvérsia sobre o acesso dos eleitores às seções eleitorais.

Estados Unidos

O The New York Times apontou que, mesmo após a prorrogação, havia dúvidas sobre a possibilidade de votar para eleitores que chegaram aos locais de votação dentro do prazo original, mas encontraram seções que já haviam encerrado as atividades.

Em outra reportagem, o jornal afirmou que “Flávio pode conseguir a maior vitória da direita da América Latina”. Já a agência Associated Press classificou a votação deste domingo como uma “decisão tensa”.

França

O jornal Le Monde destacou que, apesar da prorrogação, parte dos votos já havia sido contabilizada. Segundo o veículo, Lula recebeu 57,66% (193.574 votos), enquanto Flávio Bolsonaro somou 42,34% (142.169 votos) naquele recorte da apuração.

Reino Unido

O The Guardian avaliou que o resultado da disputa presidencial brasileira é “altamente imprevisível”, em referência à incerteza sobre o desfecho da eleição.

Espanha

O El País afirmou que o Brasil decidirá entre “entregar todo o poder aos Bolsonaro ou dar uma última vitória a Lula”. A análise considera também a composição do Congresso Nacional após o primeiro turno, quando o PL ampliou sua bancada e se consolidou como a maior legenda nas duas casas legislativas.

Segundo o jornal, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, descrito pela publicação como “herdeiro de um golpista e de uma dinastia ultraconservadora que engoliu a direita tradicional”, poderia ampliar o poder político do grupo, com influência sobre o Executivo, o Congresso e a composição do Supremo Tribunal Federal.

Em relação a uma possível vitória de Lula, o veículo afirmou que o resultado representaria “manter o rumo político e econômico, apostar, nestes tempos tão turbulentos, em um mundo regido por regras e em um líder com credenciais democráticas consolidadas”.

A reportagem também destacou a mobilização de eleitores de esquerda e de direita nas últimas semanas de campanha, em busca dos votos que definiriam uma das disputas presidenciais mais acirradas do país.

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