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FLÁVIO NO JN: CANDIDATO DO PL PROMETE MANTER FIM DA ESCALA 6X1 E ACABAR COM A REELEIÇÃO

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FLÁVIO NO JN:  CANDIDATO DO PL PROMETE MANTER FIM DA ESCALA 6X1 E ACABAR COM A REELEIÇÃO
Foto: Foto: Globo/ Manoella Mello

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, concedeu nesta sexta-feira (16) entrevista à Globo e prometeu manter o fim da escala de trabalho 6x1, aprovado pelo Congresso nesta semana, disse que pretende exercer apenas um mandato, sem tentar a reeleição, e evitou responder diretamente se dará um cargo ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, se for eleito. Sobre essa possibilidade, afirmou que "não está no radar".

Na entrevista, conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, Flávio Bolsonaro afirmou também ter ficado surpreso com investigações envolvendo políticos aliados no Rio de Janeiro, como o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), preso na quinta-feira (17) e suspeito de lavagem de dinheiro e ligações com a milícia, o ex-presidente da Assembleia Legislativa Rodrigo Bacellar (União Brasil), também preso e suspeito de ligação com o Comando Vermelho, e o ex-governador Cláudio Castro (PL), que ficou inelegível por abuso de poder.

Fim da escala 6x1: Flávio Bolsonaro era contra a mudança, mas mudou de posição e votou a favor no Senado. Disse que tomou a decisão após ouvir trabalhadores em viagens pelo Brasil.

Ajuste fiscal: propôs cortar ao menos dez ministérios, vender imóveis públicos e combater a corrupção para equilibrar as contas do governo.

Salário mínimo e aposentadorias: prometeu manter o aumento real do salário mínimo, acima da inflação, e disse que não vai desvincular o reajuste das aposentadorias do salário mínimo, nem eliminar o piso de investimento em saúde e educação.

Reforma do Judiciário: defendeu o impeachment de Alexandre de Moraes por suposta atuação político-partidária. Disse que Kassio Nunes Marques deve ser investigado por suspeitas de ligação com o escândalo do Banco Master.

Reeleição presidencial: disse querer exercer apenas um mandato, mas deixou em aberto a duração desse mandato. Rejeitou mudanças que favoreçam candidaturas de familiares.

Filme "Dark Horse": foi perguntado sobre por que recorreu a Daniel Vorcaro e por que pediu R$ 134 milhões se o filme custou R$ 75 milhões. Na resposta, disse que conversou com vários investidores e que o ex-dono do Banco Master "topou fazer", e que "o contrato não foi cumprido".

Pai no governo: disse que não conversou com o pai, Jair Bolsonaro, que está preso, sobre sua participação em um eventual governo. Segundo ele, o tema "não está no radar".

Irmão no governo: afirmou que Eduardo Bolsonaro não será nomeado ministro das Relações Exteriores se for eleito.

Aliados investigados no Rio: disse ter ficado surpreso com investigações e prisões de aliados suspeitos de ligação com o tráfico e a milícia no Rio de Janeiro.

Atos de 8 de Janeiro: questionou a caracterização dos atos como tentativa de golpe de Estado e defendeu punições proporcionais aos crimes.

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