FLÁVIO DIZ QUE ACEITA QUEBRA DE SIGILO SE LULA ABRIR DADOS DO EX-CHEFE DE GABINETE


Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilO senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (21), que aceita abrir seus sigilos bancário e telefônico, mas condicionou a medida à inclusão de dados de um ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorreu após Lula propor a abertura de informações pessoais ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em meio à disputa entre os dois candidatos.
Flávio defendeu que a autorização também alcance o telefone utilizado por Marcola, apontado no texto como ex-chefe de gabinete de Lula e suspeito de manter relações com uma lobista investigada no caso de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Ele fez um desafio feio para mim. O Lula nem tem celular, como é que ele quer abrir o sigilo do telefone dele? Só que eu não só vou aceitar o desafio, como eu vou levar até as últimas consequências”, declarou o senador.
Em seguida, reforçou a condição para a divulgação das informações. “Eu abro meu sigilo do telefone sim, mas o Marcola tem que abrir o dele, concorda?”, afirmou.
Durante a declaração, Flávio também contestou questionamentos sobre seu patrimônio e afirmou que seus bens estão informados à Justiça Eleitoral e à Receita Federal.
“O meu patrimônio é todo declarado para a Justiça Eleitoral, para a Receita Federal. É declarado pra quem quiser. Minha vida é um livro aberto. O problema não é quem declara o patrimônio, porque o meu patrimônio foi construído com muito suor”, disse.
O senador ainda acusou Lula de ser o proprietário oculto do sítio de Atibaia e do triplex do Guarujá, imóveis que estiveram no centro de processos da Operação Lava Jato. Lula chegou a ser condenado nesses casos, mas as condenações foram posteriormente anuladas por decisões judiciais que reconheceram irregularidades processuais.
Além do embate político, Flávio Bolsonaro é citado em dois inquéritos da Polícia Federal mencionados no texto. Um deles apura um suposto pedido de R$ 134 milhões ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A investigação envolve pagamentos direcionados a um fundo nos Estados Unidos que teria como finalidade financiar o filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O segundo inquérito investiga possíveis crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionados ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador, e a casas de apostas.
Segundo informações divulgadas sobre a apuração, um relatório aponta que Tomaz movimentou pelo menos R$ 258 milhões em aportes diretos em plataformas de apostas durante 2025, o maior volume registrado no país nesse segmento.
As investigações estão em andamento, e as suspeitas mencionadas não representam, por si só, comprovação de prática criminosa. O debate sobre a abertura de sigilos ocorre em meio à intensificação dos confrontos entre Lula e Flávio Bolsonaro na reta final da campanha presidencial.


