Sol -° | Salvador
lupa
DESTAQUE DO DIA

DEBATE: LULA DEFENDE O LEGADO, E SE PERDE NAS RESPOSTAS. FLÁVIO DIZ QUE VAI FAZER TUDO, PEDE DESCULPAS E NÃO RESPONDE NADA

Compartilhe a matéria

Facebook
Whatsapp
Twitter
icone do google Siga o Bahia Econômica
DEBATE: LULA DEFENDE O LEGADO, E SE PERDE NAS RESPOSTAS. FLÁVIO DIZ QUE VAI FAZER TUDO, PEDE DESCULPAS E NÃO RESPONDE NADA
Foto: REPRODUÇÃO

O segundo e último debate da eleição de 2026 realizado na TV Globo afetou o mesmo enredo do debate da TV. Bandeirantes, com a diferença de que o bloco da baixaria ficou para o final.

Os blocos focados em propostas não surtiram efeito, pois de um lado o candidato Flávio Bolsonaro não apresentou proposta alguma e disse que ia fazer tudo e de outro Lula apenas defendeu seu legado.

O debate foi decepcionante. Quando se tratou de segurança, por exemplo, Flávio disse que, se eleito, vai devolver à população territórios dominados pelo crime organizado, mas foi logo questionado pelo adversário sobre que tipo de segurança ele promete, já que, segundo ele, sua ligação com a milícia é explícita.

Ao falar em segurança, Flávio disse que Lula permitiu que as facções criminosas fossem para o Nordeste e repetiu várias vezes que iriam enfrentar as facções narcoterroristas, como se isso, por si só, resolvesse alguma coisa.

Por outro lado, foi questionado por Lula: po que um senador da República defendeu um "assassino policial", Lula se referiu à menina Ana Clara, morto por um policial por bala de Fuzil, que foi defendido por Flávio e conseguiu um recurso ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a decisão de levá-lo ao júri popular

Flávio disse que não há provas de que o policial tenha cometido o crime. Nervoso, ele cometeu uma gafe: chamou a mãe pelo nome da filha. A mãe Cristiane, vestia uma camiseta com a foto da filha estava no debate no auditório.

Lula desfiou muitas perguntas, mas Flávio não respondeu a nada, mas atacou insistentemente. Lula falou do voto contrário do então deputado estadual do Rio sobre um projeto de lei que ampliava a licença maternidade das servidoras do estado. Sem fugir dessa vez da resposta, Flávio disse que se "arrependeu" e que votou contra porque "imaginava que a ampliação do benefício de 120 para 180 dias prejudicaria as mulheres na busca por um emprego".

Um fato absurdo ocorreu no segundo bloco quando Flávio Bolsonaro se referiu ao presidente como “nove dedos”, referindo-se ao acidente de trabalho no qual Lula perdeu um dedo em uma metalúrgica no ABC, em São Paulo.

“Não vou aceitar ser tratado assim e por um miliciano”, disse Lula.

Flávio, que se desculpava por tudo, pediu desculpas novamente, mas continuou atacando.

O veto às bets também dominou parte dos debates no terceiro bloco. Em relato às mulheres, Lula defendeu sua medida de vetar o jogo online no Brasil e Flávio afirmou que a decisão foi tomada de última hora, por causa das eleições, prejudicando os tempos de futebol que são patrocinados majoritariamente por empresas de apostas.

Pelo vazio dos blocos anteriores, o quarto bloco se sobressaiu e veio à tona as acusações contra Flávio Bolsonaro: as ligações do candidato com Daniel Vorcaro e a coleta de R$ 130 milhões para a realização de um filme; as ligações com a milícia do Rio de Janeiro; a propriedade disputada pelo jogador Richarlison e as falcatruas do advogado, sócio e amigo de Flávio, Willer Tomaz.

Do lado de Lula vieram à tona as investigações que envolveram o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva e uma suposta garrafa de uísque que Vorcaro teria dado a Lula.

No começo do terceiro bloco, Flávio ainda criticou o preço dos alimentos. "Meu concorrente prometeu picanha e entregou abóbora. Chegou ao ponto de falar a seguinte frase: 'Se a comida é cara, não compra'.

Lula admitiu que o endividamento dos brasileiros é “uma coisa muito séria”. "Nós, desde o primeiro mês de mandato, criamos o primeiro 'Desenrola' para resolver o problema da dívida, criamos o segundo e agora estamos criando o terceiro."

Flávio disse que ia comprar dívidas de pessoas físicas e pessoas jurídicas” e se comprometeu a postergar pagamentos a serem financiados em seis meses. Lula disse que a proposta já foi feita por ele, com projeto a ser aprovado no Congresso. “Não adianta promessa fazer copiando o que já fizemos”, provocou o petista.

Tags:

Mais lidas

seta para cima