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‘FONTES PREFERIDAS’ DO GOOGLE PASSA DE 600 MIL SITES APÓS EXPANSÃO GLOBAL

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‘FONTES PREFERIDAS’ DO GOOGLE PASSA DE 600 MIL SITES APÓS EXPANSÃO GLOBAL

Fontes escolhidas pelos leitores podem aparecer com mais frequência no Top Stories e se destacarem nas respostas de inteligência artificial

Foto: Reprodução/Magnific

O Google já identificou mais de 600 mil fontes únicas escolhidas por usuários para aparecerem com frequência nos resultados de notícias. O número foi divulgado pela empresa em agosto deste ano e mostra o avanço de uma funcionalidade que reunia mais de 200 mil sites selecionados em abril.

O crescimento ocorreu após o Fontes Preferidas ser ampliado para todos os idiomas, também em abril. O recurso permite que o usuário escolha os sites que deseja encontrar com maior frequência no Top Stories, ou Principais Notícias na versão brasileira da busca. A funcionalidade foi disponibilizada em 2025, mas somente para os Estados Unidos e Índia.

Em agosto, o Google também lançou um botão interativo que pode ser incorporado às páginas dos publishers. O leitor consegue adicionar o veículo às suas fontes preferidas e retornar ao conteúdo que estava acessando. A empresa afirma que leitores ficam duas vezes mais propensos a clicar em um site depois de marcá-lo como preferido.

O número representa a quantidade de fontes únicas que receberam ao menos uma seleção. O Google não informa quantos usuários aderiram à funcionalidade, quantas vezes cada site foi escolhido ou como as seleções estão distribuídas entre os países.

Preferência ganha peso na disputa por audiência

Quando um site é escolhido, seus conteúdos passam a ter maior probabilidade de aparecer no Top Stories. No Modo IA e nos AI Overviews, a publicação também pode receber um selo de fonte preferida.

A seleção não garante destaque em todas as pesquisas. Segundo a documentação do Google Search Central, o conteúdo precisa ser recente e relevante para a consulta. Somente domínios e subdomínios reconhecidos pela ferramenta podem participar.

O recurso ganha importância em um período de retração dos acessos enviados pelos buscadores. Dados do Reuters Institute mostram que o tráfego orgânico do Google para mais de 2.500 sites de notícias caiu 33% globalmente entre novembro de 2024 e novembro de 2025.

Uma pesquisa do Pew Research Center também identificou que usuários clicaram em resultados tradicionais em 8% das buscas com resumo de IA, contra 15% quando o recurso não aparecia. Apenas 1% clicou nas fontes citadas pelo próprio resumo.

Para Carolina Peres, jornalista e CEO da agência de Digital PR, Search One Digital, o volume de fontes selecionadas mostra que a relação entre audiência e veículo começa a aparecer de maneira mais explícita nos mecanismos de distribuição.

“Os 600 mil sites mostram que existe demanda por mais controle sobre a origem da informação. Para os portais, a disputa deixa de ser apenas por posição e passa a incluir a preferência do leitor. O desafio é transformar uma visita ocasional em reconhecimento de fonte”, afirma.

Esse reconhecimento começa antes do clique no novo botão. Uma estratégia de SEO para portais de notícia envolve autoria identificável, atualização consistente, páginas rastreáveis e produção original, fatores que ajudam o Google e o público a compreender a procedência das reportagens.

O Fontes Preferidas cria um sinal de relacionamento, mas continua dentro do ecossistema do Google. Para reduzir a dependência das plataformas, os veículos ainda precisam combinar presença na busca com newsletters, aplicativos, assinaturas e acessos diretos.

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