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DOLLY PARTON, ÍCONE DA MÚSICA COUNTRY, MORRE AOS 80 ANOS

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DOLLY PARTON, ÍCONE DA MÚSICA COUNTRY, MORRE AOS 80 ANOS

A cantora e atriz Dolly Parton, um dos maiores nomes da música country e da cultura norte-americana, morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A morte foi confirmada pela família em um vídeo publicado nas redes sociais.

Segundo Bryan Seaver, sobrinho e chefe da segurança da artista, Dolly havia pedido que a família fizesse o anúncio dessa forma. “A tristeza fica conosco, não com a Dolly. Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus”, afirmou.

Dolly enfrentava problemas de saúde desde a morte do marido, Carl Dean, em março de 2025. Em maio deste ano, a cantora cancelou uma residência de shows. Em entrevista à revista People, publicada no dia 21, ela afirmou que não havia dado atenção aos próprios problemas enquanto cuidava do marido.

“Mas ainda estou trabalhando e há muitas coisas que eu ainda quero conquistar”, disse na ocasião.

Carreira de mais de seis décadas

Nascida em 1946, em Sevier County, no Tennessee, Dolly Parton cresceu em uma família pobre de 12 irmãos. Filha de um agricultor sem terras, começou a se apresentar no rádio ainda criança e lançou seu primeiro compacto em 1959.

O primeiro grande momento da carreira veio em 1967, quando foi contratada para participar do programa de televisão do cantor Porter Wagoner. A parceria rendeu sucessos em dueto, mas Dolly ganhou projeção ainda maior ao seguir carreira solo.

Em 1974, ao deixar o programa, ela escreveu “I Will Always Love You” como uma homenagem de despedida a Wagoner. A música alcançou o topo da parada country e, anos depois, tornou-se um fenômeno mundial na voz de Whitney Houston, em 1992.

Com cerca de 3 mil músicas compostas ao longo da carreira, Dolly também ficou conhecida por sucessos como “Jolene”, “9 to 5” e “Coat of Many Colors”. Suas composições abordaram temas como pobreza, gravidez na adolescência e desigualdade no mercado de trabalho.

Do country ao cinema

Dolly Parton também construiu uma carreira no cinema e na televisão. Em 1980, estrelou o filme Como Eliminar seu Chefe, ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin, além de escrever a música-tema “9 to 5”.

A cantora ainda gravou projetos ao lado de nomes como Kenny Rogers, Emmylou Harris e Linda Ronstadt e, nas últimas décadas, aproximou seu trabalho de novas gerações de artistas, incluindo Miley Cyrus e Beyoncé.

Com 55 indicações ao Grammy e 10 vitórias, Dolly foi eleita para os Halls da Fama do Country e do Rock & Roll.

Legado também fora da música

Além da carreira artística, Dolly Parton se destacou pelo trabalho filantrópico. Em 1995, criou a Imagination Library, iniciativa que distribui livros gratuitamente para crianças. Segundo os dados apresentados, o projeto já ultrapassou a marca de 200 milhões de livros distribuídos.

A artista também construiu um império empresarial no Tennessee, incluindo o parque temático Dollywood, e ampliou sua atuação para a indústria cinematográfica e a televisão.

Ao longo de mais de seis décadas, Dolly Parton transformou uma infância marcada pela pobreza em uma das carreiras mais reconhecidas da música norte-americana, tornando-se referência para diferentes gerações de artistas.

Foto: AP Photo/Andres Kudacki, Arquivo

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